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Jane Dávila
Folclorista
Belém - AL

Quem sou eu?

Morte Parcelada

 

Desde muito cedo vamos nos acostumando a morrer

Um pouco de cada vez, que é para não ser de repente

E quando nos deparamos, acontece aquilo com a gente:

Pouco sonho e muita morte!

 

Quando menina, na partida que não se explica

Ter mãe e não abraçar

ter pai, mas não há sobrenome!

 

As andanças pro Riacho era uma lonjura, mas lavava a alma,

Com água e solidão

Que é remédio de doido!

 

No outro dia, outra morte, a da juventude!

Pratos pra lavar, casa pra arrumar

E a "moringa" ardendo

Porque aqui o "cassete vadeia"!

 

Casar-se pro livramento ser certeiro, de preferência ligeiro

Grantindo a existência.

 

A vida é que não se garante, se se morre sempre, uma vez por dia

Na agonia

Na solidão

Na perene labuta que não acaba!

 

 


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