Portal Escritores
Erisvaldo Vieira
Erisvaldo Vieira Publicado em 17 de Agosto de 2012

https://www.facebook.com/fasdegracilianoramos

PORQUE ALAGOAS TAMBÉM SABE PRODUZIR CULTURA.E DAS BOAS. Página do Facebook sobre Graciliano Ramos. Entrem, curtam!

Luiz Gonzaga
Luiz Gonzaga Publicado em 16 de Agosto de 2012

Sigam-me no twitter: @poeta_LuGonzaga e acessem meu blog: atuacaolirica.blogspot.com.br :)

Erisvaldo Vieira
Erisvaldo Vieira Publicado em 09 de Agosto de 2012

 https://www.facebook.com/fasdegracilianoramos - por favor, amigos, criei esta página deste link. Por favor, entrem e curtam. Preciso. Obrigado!

 

Edson
Edson Publicado em 08 de Agosto de 2012

A Livraria Tenda Cultural esteve presente no 1º Encontro de Escritores Alagoanos ocorrido no dia 25 de julho na cidade de Pilar - AL. O evento foi uma iniciativa conjunta da escritora Cida Lima e do escritor e Secretário de Cultura de Pilar, Sérgio Moraes. O evento foi o primeiro passo para que os escritores alagoanos criem laços, ajudem-se mutuamente e encontrem caminhos para o fortalecimento da Literatura Alagona. Durante o evento vários temas foram levantados em relação ao mercado editorial e os escritores puderam trocar experiências. A Tenda Cultural se colocou à disposição dos escritores para comercializar suas obras tendo em vista a livraria dispor de espaço especial para divulgação da literatura local. 

A Tenda Cultural trará muitas novidades para o ano de 2013 como a participação em feiras e bienais do livro. Escritores interessados em lançar livros e divulgar as suas obras poderão fazê-lo conosco. Brevemente teremos maiores detalhes. 

Escritores que quiserem entrar em contato para dispor de suas obras em nossa livraria devem entrar em contato através do e-mail tendacultural@ymail.com, ou através do telefone (82) 3421 3687.


Luiz Gonzaga
Luiz Gonzaga Publicado em 28 de Julho de 2012

Acessem meu blog "Atuação Lírica", e dê sua opinião sobre os textos: http://atuacaolirica.blogspot.com.br/ Riso

Sander
Sander Publicado em 27 de Julho de 2012

O ESTILO É A ALMA DO ESCRITOR

 

O estilo de cada um é sua verdadeira impressão digital, é a sua marca, ou mais ainda, é a própria alma de quem escreve, seja lá qual for a espécie de escrita. Tanto faz se é uma simples carta, um bilhete informal, uma monografia científica ou uma obra literária, desde uma simples crônica a um romance épico. Não importa. Ao escrever seu trabalho, o autor deixa estampado, indelevelmente, sua personalidade, aflorando suas angústias, perspectivas, medo, crítica social, senso de humor, grau de solidariedade, nível de conhecimento, calor humano, etc. Lógico que, dependendo da natureza do escrito, sobressai-se mais evidente uma ou outra característica, mas, no mínimo, pelo menos uma delas estará presente no trabalho.

Ao escrever, o autor empresta à obra o que há de mais profundo em seu íntimo, chegando a escrever coisas que nem sabia que era capaz. Isso explica nossa riqueza interior e só depende de nós sua exploração. Não podemos esquecer que todos os conhecimentos, vivências, experiências, traumas, e tudo o mais que suportamos dia a dia, desde a palmada que recebemos ao nascer até a angústia às vezes causadas no ato de escrever, vêm à tona nesse momento mágico, onde expomos a força interior do nosso trabalho. Reparem que não é incomum a falta de assunto antes de iniciarmos um escrito. Eu, por exemplo, às vezes penso bastante antes de escrever alguma coisa e quando já estou perto de desistir, de ímpeto, começo a rabiscar algo e esse algo vai fluindo, aumentando e bum, o texto está pronto. Certo que não sai nenhum tesouro literário, afinal, não sou Graciliano, Drumond, Vinícius, Machado ou outro ícone da literatura, mas, pelo menos para mim, que escrevo sem qualquer pretensão, fico feliz com o resultado. E é aí, talvez, quando escrevemos por impulso, impelidos pela natural necessidade de desabafar que nos mostramos mais acentuadamente, nos despindo da vergonha, timidez e temores que nos assolam, tão natural na frágil espécie humana.

É justamente a conjugação de tudo isso, de todas essas experiências e características, que edifica o estilo literário de cada um. Não adianta fugir do seu estilo e tentar imitar outro autor, pois seu texto soará falso, frágil, inconsistente e sem personalidade e o pior, mesmo que agrade a alguns, jamais agradará quem escreveu, porque ele sabe que falta ali a essência do texto: sua alma.

Esclareço que estilo não se confunde com técnica, configurando-se, ambas, coisas completamente diferentes. A técnica pode ser modificada, revista, pode tornar-se mais apurada, mais refinada, aliás, a evolução da técnica é até recomendável, ou melhor, é necessária mesmo e está diretamente interligada ao crescimento do autor. A técnica é exterior e demonstra o nível intelectual do escritor, sua escola literária, sua capacidade de síntese e argumentação, enfim, a soma das capacidades técnicas forma os métodos empregados pelo autor em seus escritos. Já o estilo é de alcance infinitamente maior, posto que, além de contar em sua formação com as técnicas assimiladas pelo autor, trazem em seu bojo uma herança única,  a individualidade de cada um e é isto que faz a diferença. Dois autores podem ter até técnicas iguais, contudo, jamais terão estilos idênticos.

O que afirmo não é difícil de comprovar. Quem escreveria Romeu e Julieta com estilo idêntico ao de seu autor? Impossível. Nenhum outro escritor descreveria uma tragédia, com todos os requintes de infortúnio e, ao mesmo tempo, impermeabilizá-la com a couraça instransponível de um amor tão intenso, que fizesse essa tragédia ser lembrada mais como obra romântica. Só mesmo Shakespeare, ninguém mais. Cito, também, Garota de Ipanema, uma obra prima da música brasileira (e mundial), escrita por Vinícius de Moraes, sob a musicalidade de Tom Jobim. Quem no mundo, além do Poetinha (apelido carinhoso de Vinícius), relataria o balanço de uma moça na praia, de forma tão sublime e poética? Tenho certeza que nenhum outro faria igual. Que dizer, então, de Machado de Assis. Qual outro autor poria tanta dúvida nos leitores, quanto à  honestidade   de uma personagem, com a sutileza machadiana. Afinal, Capitu traiu ou não traiu? Ninguém sabe e isso devido não a uma simples técnica, mas ao refinado estilo de Machado.

O estilo, como visto, é a pedra de toque do escritor e é mais que escola literária, mais que técnica, mais que metodologia. O estilo vai mais longe, mais profundo. O estilo é a alma do autor transportada para o seu texto.


(sander Dantas Cavalcante)
ciro machado
ciro machado Publicado em 26 de Julho de 2012
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
NÉ VIEIRA
Não me lembro bem de Né Vieira,mas conheci,um seu filho,o Alfredinho de Vitória,que todos os meses de Dezembro estava em Traipu,aproveitando as festas,durante suas férias.Dizem,que ele morava,perto do bar de Zé Gundim onde hoje pertence a Augusto Belota.Era marchante de bodes e carneiros,muito popular e conhecido na região,pelas façanhas, e improviso nas andadas pelo interior,quando ia comprar as criações(animais),tocar seu negócio.Sempre andava para Piranhas,Capivara,Olho D água da Cerca,Mumbaça,Priaca,e Manueis,de cavalo.Raras vezes andava a pé para realizar seu negócio.Só quando o rebanho não dava para trazer de cavalo.Uma dessas vezes,vindo de Piranhas,passando nas alturas da Tapera,atravessando a Ribeira,onde o rio Traipu se encontra com o deságüe do Rio Priaca,pleno verão,mês de Dezembro,perto da Festa da Padroeira.Um carneiro berrava desesperadamente,enquanto comia a grama verde no leito seco da ribeira:-bé...bé...me..leve...né..bé..bé.,me leve leeeve..né..Não pestanejou,pegou o carneiro trazendo,para manutenção do seu negócio,e atender a freguesia.De quebra ganharia a buchada,tudo isso, a custo zero,pensou.Matou o carneiro,vendeu as carnes.Mas eram poucas pessoas que andavam pelos caminhos.Se sabia quem tinha passado.Seria descoberto de qualquer jeito.Não contou que o dono do mesmo depois aparecia cobrando, aquele carneiro,exigindo quilo por quilo de carne,numa avaliação imaginária,para não lhe botar na prisão. Não queria ir para delegacia, por isso pagou a quantia devida. Mas ele, se saiu com uma conversa,que criou na hora,disse :- seu carneiro,insistiu tanto,que tive que trazê-lo.Mas não é meu costume roubar,não foi roubo, foi caridade.Ele dizia:-Ne,me leve.né,me leve ,né,né me leve.Não resistí, e fiz esse favor ao bichinho.Né,me leeeve,né.
ciro machado
ciro machado Publicado em 26 de Julho de 2012

CIRO MACHADO
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
A CAMINHONETE 
O cara era trabalhador, vendia feijão na feira, tinha família grande, viva folgado, pois era também bom negociante. Chegavam chamar o Cara do feijão, uma espécie de rei daquele cereal. Comprava as safras dos lavradores, na época da safra, de preço baixo, revendia aos pequenos comerciantes. Também tinha sua banca de feijão, na feira.Ganhou muito dinheiro,comprou fazenda.Mudou de casa,mudou de amigos,freqüentando agora altas rodas .Pessoas de uma condição financeira melhor,eram seus amigos de papo.Passou a fazer farras,pagar cerveja para os policiais,pois podia gritar,falar alto,e tudo certo,farreando com fazendeiros,funcionários público.Estava em outro nível,freqüentava AABB,Club Margaret.Quando já cheio de cerveja ,se auto titulava de rico.Tinha que comprar um carro,se comparar aos demais do seu circulo.Não andava mais a pé .Comprou uma Caminhonete,dessas gastadeiras.Consumia um litro de gasolina,por cada quatro quilometro.Era rico,podia.Fazia empréstimo bancário.Os bolsos cheios de dinheiro,exibia sem temor.Nadava na grana.Para os antigos amigos,pagava cachaça,nas bodegas,mas longe de onde bebia.Só se misturava com ricos.Aquele fulano do feijão só tinha o nome antigo, agora.Não vendia mais aquele produto,tinha vergonha.O tempo passou,o dinheiro acabou,a divida chegou,e o carro comeu o pouco que sobrou.Vendeu terreno,vendeu casa boa,mas o carro,mesmo já gasto,não ia vender.O orgulho ainda era grande. Depois de pouco tempo,já sem dinheiro ,para consertar aquela lata veia,que a essas alturas,já não valia mais nada,abriu o capuz,levantou a vareta, que segura a tampa.Pareceu uma grande boca aberta.Foi assim que viu quando sentou no barranco de lado.Pensou olhando para ela.Não se conteve e disse em voz alta:-agora,bobônica da peste,carro miserave, me engula. é só que me falta.Tempos depois se entregou a cachaça ,morrendo bêbado.Toda riqueza sem humildade,é a ruína do ser humano.

Rosângela Rodrigues
Rosângela Rodrigues Publicado em 25 de Julho de 2012

Ser escritor não é coisa que se aprende nas grandes universidades.

Não se cursa para adquirir diplomas, nem tampouco não é algo que nos dá recursos.

Ser escritor é um dom nato, dado pelo Criador, no qual já viemos com ele desde que somos concebidos.

O escritor é aquele que vive mais a sua vida interna do que a externa, e a vivencia através das suas palavras escritas.

Através de suas palavras dedilhadas em um micro, em uma velha máquina de escrever, ou simplesmente em uma caneta, ele tem a capacidade de transmitir para o papel toda a dimensão do seu ser.

O escritor é capaz de ser autor de belas histórias: Romances, Dramas, poesias, contos e versos. E em meio a tantas escritas, o escritor acaba sendo autor da sua própria história de vida, escrevendo-a de acordo como ele a desejaria.

Eu não me considero uma habilidosa escritora; sei que tenho muito que aprender deste mundo encantador da arte da escrita.

Só sei escrever o que sinto e o que creio; e, tal qual o Salmista Davi:

“O meu coração [também] ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor”. 
Salmos 45:1

25 de Julho, dia do escritor.

PARABÉNS A TODOS OS ESCRITORES DO MEU PAÍS.

Rosângela Rodrigues.

Erisvaldo Vieira
Erisvaldo Vieira Publicado em 25 de Julho de 2012

Ah! Eu vou ler nada! Esse texto é muito longo...não sabe que você pode se (re)encontrar nesses 5 minutos de leitura...

Erisvaldo Vieira
Erisvaldo Vieira Publicado em 25 de Julho de 2012

Você não sabe de um segundo à frente do instante em que você lê isso, portanto, seja uma pessoa boa, paciente, tolerante... assim, de um modo ou de outro, o futuro se lhe aparecerá sempre sorridente. 

ciro machado
ciro machado Publicado em 24 de Julho de 2012
CIRO MACHADO
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
O POCA URNA VALFREDO
Tempo de política. Não tinha carro de som naquele tempo. As vezes,arrumavam um microfone desse que o tuiter apita, de vez em quando,e a voz sai destorcida.Houve convenção,escolhido os candidatos seu Luiz Tavares,candidato único,a vitória já era certa.Faltava os vereadores.Alguns insistiam em ser candidatos,só podia ser para fazer número,porque analfabeto,não tinha nem idéias e nem planos.Valfredo Palmeira era o mais presente em todos eventos políticos,um tipo de Paulo Noticia.Os comícios.Sobe Valfredo no palanque,(uma carroceria de caminhão parado fechando uma rua),queria também discursar.Ficou um cara no controle do som.-Preste atenção: qualquer besteira que ele falar,feche o som,falou seu Luis ..Não falou dez palavras,esse, tomou o microfone,antes mesmo do controle ser desligado,pra não continuar falando besteiras.Foram as urnas.Nesse tempo todos teriam que fazer um x no quadro do candidato.Valfredo esperava ser eleito.Família muito grande.Da ribeira até a cidade se desse uma topada era num parente seu.Iria pocar as urnas de tanto voto,pensou,no mínimo ser o mais votado.Na verdade,foi o menos votado o primeiro a não ter um votinho de nada,sequer.Nem ele mesmo acertou seu voto.Com vergonha,nunca mais quis saber de política.

OBS:meu Facebook,ciro traipu,tem um grupo escritores traipuenses.tem outras estorias.


ciro machado
ciro machado Publicado em 24 de Julho de 2012
CIRO MACHADO
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
DISCURO DE GALERA
Galera foi candidato, a vereador, e no palanque, durante os comícios também queria discursar.Mas o candidato a prefeito com medo do que ia dizer,pediu pra ser curto,e rápido.Até ficou perto do microfone.Chegou a vez desse poca urna.É sua vez, galera,veja o que diz.Pode deixar.Posso até pronunciar errado,mas vou falar a verdade.Começou:-meus sinhores e minhas sinhoras,meu povo de Manueis,sou canidado a veriador,e vim pedir o voto de vamicês.Vivo servindo a um e a outro.vamices me conhece.Levo todo mundo pra Traipu,pra Girau.Se tiver dinheiro,viaja ,se não tiver tamém ,levo.Quero pedir tamém o voto pra meu prefeito esse home que vaimices ta vendo e já conhece.É um home trabalhador, de bem , amigo de nóis.Tem nego por ai, uns linguarudos, que ainda vem falar em roubo.Esse é o home que mais fez, e que mais faz. Nessa hora candidato tomou o microfone e disse,ta doido.Ele disse,:-eu falei que você é quem mais faz coisas em Traipu,quem mais trabalha.Mas ,sua infeliz colocação foi errada,e soou mal.Isso é o que dá botar candidato,analfabeto, na política.
 
ciro machado
ciro machado Publicado em 24 de Julho de 2012
CIRO MACHADO
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
AS DONAS DA RUA
Em Traipu,ninguém estranhe se alguém se achar donos das ruas.Os carros param as vezes no meio,empatando o transito,quando não armam uma barraca ,sem mais nem menos e interceptando a rua ou beco.Basta um simples aniversário de criança ou outro motivo,pra tomar cachaça.Colocam até cones nas entradas par uma simples lavagem dos seus carros. Aqui não é surpresa andarem pelo meio das ruas, é costume, os motoristas dos carros ,se quiserem que os desviem ,dos pedestres, ou esperem. Isso mesmo. Mas hoje vi coisa pior. Estando na porta da Secretaria, com Zé Luiz,Ailton,e outros,presenciamos Zezinho Chaves chegar com uma ambulância para estacionar.Atender uma emergência.Ficou ,mais de cinco minutos parado, com o motor do carro funcionando, esperado que,duas mulheres, deixassem de fofocar.Perto delas e da gente ,na calçada tinha muita sombra,e muito espaço.Não era nada de mais ,subirem na calçada,baixa e larga da Secretaria.Elas do meio da rua,no sol quente, ainda disseram:-quer que a gente saia,para passar?Brincando, rindo, ainda disse:- Zezinho,(que também ria) tenha paciência,quando elas terminarem o papo,e sairem , você passa para pegar o doente para viajar.Eita,Traipuzinho,de povo folgado!Esse é a minha terra!
ciro machado
ciro machado Publicado em 24 de Julho de 2012

CIRO MACHADO
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
PESCARIA DE NAZARÉ MELO.
Traipu,sempre foi uma terra onde as pessoas ,tinham o costume de enterrar seus umbigos.Uns,enterravam nas porteiras dos currais,pra dar sorte e ser fazendeiro,criador de gado,mas acho que seu Benvindo,pai de Nazaré enterrou o dela,debaixo duma pedra na beira do rio.Nazaré Melo,Solange sua irmã,viveram no Rio de Janeiro, onde moraram muito tempo até voltarem para Traipu,juntas,com outro traipuense, seu Arnaldo, esposo da dona Solange, e seus dois filhos,o Cícero Melo(Cicinho ), a Lucia(Lucinha).Era bonita a união deles.Arnaldo andava com os dois filhos pra cima e pra baixo,não desgrudavam.Cariocas,no começo chamaram atenção na maneira de falar,mas depois foram se entrosando,através da escola,sendo depois conhecidos por todos.Mas Nazaré,não perdeu tempo,arrumou um chapéu de palha grande, uma vara de pesca,indo matar a saudade nesse outro rio que nunca se esqueceu.Só saia as vezes,pra almoçar.Nunca vi ninguém gostar tanto de pescar de vara ,como Nazaré.Quem quisesse conversar com ela,tinha que ir lá,na beira do rio.Podia ser o dia que fosse, chovendo,ou de sol,a não ser, temporal.Aquela mulher,baixinha,branca,de óculos,com seu cigarro,acho que se sentia no céu .Gostava de conversar,mas não perdia a atenção,da pesca.Dificilmente desperdiçava uma isca para uma piaba.Era o que mais pescava,as vezes,vinha mandim,piau,pirambeba,piranha,mas piaba era mais emocionante.Beliscava a isca ,balançando a linha,tempo suficiente para puxar, no exato momento do impulso do peixe.Fumava ,mais de uma carteira de cigarro pó dia.O filete de fumaça subindo,denunciava,quem estava ali,por baixo daquele chapéu de palha ,de abas largas,as vezes sentada,numa pedra,sempre pescando.As vezes vou a beira do rio, visitar esse opara,apreciar as lindas paisagens,ver as embarcações quem chegam que saem, as que descansam amarradas entre duas cordas, nos portos ,observar as lanchas e canoas,deslizarem nas águas,curtir as ondas fazendo espumas nas pedras.Olhar as pessoas,embarcando ou descendo desses barcos.Mas a lembrança maior,quando desvio minha vista, para uma daquelas pedras ,da beira do rio,é de Nazaré Melo.Imagino,aquela mulher,com sua vara de pesca,dando suas baforadas,e pensando baixinho:Aqui sim,fui muito feliz,fiz o que mais gostava.Senti a paz e o sossego que tanto esperei.Foi aqui,que conversei muito, com os peixinhos,que pegava nas minhas pescarias e ouvi muitas musicas assoviadas pelo vento.Quem sabe,quando ela bateu na porta do céu, São Pedro,tenha dito:- entre colega,vou arrumar um riozinho daqueles,para você também, pescar.

Erisvaldo Vieira
Erisvaldo Vieira Publicado em 24 de Julho de 2012

Da arte de ver uma mosca bêbada...


Não mostrem esse conto para um especialista em moscologia, por favor. Ele vai dizer que pirei. O caso é sério! Era uma terça-feira. Dia estranho para se beber uma cerveja, mas, resolvi tomar uma. Antes, pedi uma destilada...(continua em meus textos com o título A MOSCA PIGUNÇA).

Cida Lima
Cida Lima Publicado em 24 de Julho de 2012
Atualizado em 24 de Julho de 2012

Caro Ernande Bezerra,

Espero que você esteja bem. Checamos sua conta e seus textos estão abrindo normalmente. Acreditamos que sua dificuldade deve ser um problema com sua conexão de internet. Verifique e tente novamente, caso não consiga nos comunique.

Agradeço sua participação em nosso site.

Um abraço fraterno e até quarta.

Ernande Bezerra
Ernande Bezerra Publicado em 23 de Julho de 2012

Esse será o maior encontro da literatura alagoana, estarei presente para abraçar a todos, viva o nosso dia!

 

Aproveitando quero comunicar ao site que meus poemas sumiram da minha coluna e não estou conseguindo publícar um novo tezto só dá erro de página espero que conserte para que eu volte a participar desse maravilhiso site abraços a todos.

                     Nada mais do confrade Ernande Bezerra de Moura

Cida Lima
Cida Lima Publicado em 23 de Julho de 2012
Atualizado em 23 de Julho de 2012

ATENÇÃO ESCRITORES


      Está tudo preparado para o encontro de escritores em Pilar, aguardo o momento de conhecer cada um de vocês pessoalmente.

          Quanto ao transporte de Macéio para Pilar gostaria de saber quem são as pessoas que vão de transporte conosco (vamos sair ás 7:30 da Praça da Faculdade). Peço contudo que confirme sua ida  para sabermos a quantidade de pessoas, como ninguém confirmou o uso deste transporte até agora, aguardo contato. Você pode deixar um Ok aqui mesmo no mural: tipo (vou com mais 2) ou seja 3 lugares.

          Peço esta informação para que nós organizemos melhor e saibamos se é mesmo necessário um ônibus ou mesmo uma Van.

Grata pela atenção,

                          beijo grande.

Edson
Edson Publicado em 23 de Julho de 2012
Atualizado em 23 de Julho de 2012

Livraria Tenda Cultural

 

A Livraria Tenda Cultural apoiará o 1º Encontro de Escritores Alagoanos e estará com um estande onde disponibilizará espaço gratuito para comercialização das obras dos autores alagoanos. Os autores que tiverem interesse poderão colocar seus livros à venda em nossa livraria situada à Av. Deputado Medeiros Neto, 345A, Bairro São Cristóvão em Palmeira dos Índios. Nossa livraria dispõe de um espaço especial para os escritores alagoanos. 

A Tenda Cultural distribuirá gratuitamente entre os escritores a antologia Nordeste em Verso e Prosa. Serão distribuídos ainda, aos que efetuarem compras no estande, um exemplar do manual 5 passos para se tornar um escritor de Izabelle Valladares. 

Maiores informações pelos telefones (82) 9977 7201/ 8857 5208 ou pelo e-mail tendacultural@ymail.com

Luiz Gonzaga
Luiz Gonzaga Publicado em 22 de Julho de 2012

Acessem http://atuacaolirica.blogspot.com.br e confiram meus textos Riso

Majal-San
Majal-San Publicado em 22 de Julho de 2012

A CAÇA (Lubricidade)

 

                     O gingado provocante da “perua” que desfila insistentemente pelos corredores   busca  e  rebusca  os  olhares  masculinos,  femininos e às vezes lésbicos.

Olhares de tara, olhares de inveja, olhares de sonhos e de desejos. A “perua” da qual falo não é a mesma “perua” descrita no Aurélio, pois essa não tem nada de cafona, também não é a fêmea do peru e nem tampouco tipo de caminhonete.

                   Lentos e sincronizados passos fazem com que suas rígidas e bem desenhadas nádegas movimentem-se numa vicissitude sensual.

                   -Olá. Boa noite! -Assim aproxima-se intencionalmente o dono de uma voz forte e rouca. Calada, como estava, ela permanece. Sequer um “oi”. Sentado em um dos bancos frios do corredor principal agora encontra-se aquele inebriante corpo feminino.

                   -Posso sentar-me ao teu lado? -Insiste o galanteador ansioso. Sem resposta. Mas, de imediato ele senta-se. Permanecem calados por alguns minutos, quando novamente ele libera sua voz mecânica e rouca.

                   -Sabias que tens lindos olhos? -Ela desvia o olhar à esquerda, lado oposto, e sacode seus cabelos com uma das mãos.

                   -Sabias que te observo há tempos? -Com um bocejar de desprezo agora ela desvia os olhos ao teto amarelado e sujo.

                   Levanta-se aquele escultural corpo sustentado por torneadas belas pernas. Mais um sacudir de cabelos. Silenciosa, parte pelos corredores a exibir aquelas divinas curvas.

                   -Um “tchau”, ao menos um olá, hein? -Insiste o teimoso garanhão de voz áspera e cavernosa. Mas, ela se vai. Sem pronunciar sequer uma sílaba ela o deixa ali sozinho.

                   Dia seguinte. Próxima noite.

                   Parecia mais provocante o desfile pelos corredores. Aquela “perua” (digo “perua” por não querer criar qualquer nome simplesmente) novamente magnetizava os olhares de cobiça, os olhares desejosos, os olhares de inveja. Senta-se no mesmo banco.

                   -Olá. Boa noite! Tudo bem? -E a mudez já irritante (meu ponto de vista) persistia.

                   -Lembras de mim? -Não mais pediu permissão para sentar-se. Não mais perguntou se poderia sentar-se. Simplesmente e de imediato senta-se.

                   -Sabias que tens lábios “apetitosos”? -Desta vez ele fora mais direto e talvez até mais libidinoso devido aquele olhar penetrante e aquela voz forte, rouca e agora mais pausada.

                   -Tu sabes que te observo há tempos! -Não mais indagou. Desta vez afirmou. Porém, se ele mudara, ela permanecera a mesma, calada, fria, uma “geladeira”. Ele cala-se.

                   Aproxima-se dos dois um outro corpo não menos belo, outros olhos, outros lábios não menos excitantes. Aproxima-se e pára em frente. Uma beldade! Deveria ser as figuras femininas mais enlouquecedoras que aquele rapaz havia observado.

                   Ligeiramente um toque de mãos entre elas. E ele observando. Um beijo labial ou de língua. E ele observando. Levanta-se a “perua”, coloca o braço sobre o ombro da outra e as duas vão se afastando.

                   -Um “tchau”, um “adeus” ou o teu nome pelo menos, hein? -Apela inconformado o rapaz.

                   Ela olha para trás, olha nos olhos dele, e com uma voz muito mais forte, muito mais mecânica, muito mais rouca, muito mais áspera e cavernosa que a dele diz:

                   -Carlão.

 

                                                                           (Majal-San) 

 

www.majal-san.blogspot.com

ciro machado
ciro machado Publicado em 21 de Julho de 2012

CIRO MACHADO

PEQUENOS CASOS DE TRAIPU

SANTA MISSÃO

Poderia contar tudo, mas, se não cotasse das santas missões, com Frei Damião, faltava algo importantes nas minhas histórias. A ultima que presenciei, foi a última que esteve em Traipu, esse Frade Capuchinho, que considero um santo, tinha  multidões.Vieram pessoas de todas as redondezas.Muitos imaginavam ser  a última dele,como foi.Todas as vezes vinha por Girau do Ponciano.Só nas primeiras vezes em ,é que vinha de Navio ou de Lancha,mas sempre teve multidões.Seus ensinamentos ficavam gravados nas nossas mentes.Falava palavras fáceis para chamar atenção,contra o pecado,que todos entendiam.Frei Damião dizia coisas bonitas.O que pronunciasse era,seguido como regra.Jamais alguém viu dar  algum conselho, para  o mal. Nessa chegada dele em  Traipu,descia do carro e vinha de pé ,desde a entrada, até a igreja,matriz de Nossa Senhora do Ó,em procissão,muito apressada,pois todos queriam passar a mão em sua cabeça,como fizeram tempo atrás com o apóstolo de Jesus, São Pedro.Tinham a ilusão que era uma graça conseguir fazer aquilo,e alcançar algum milagre.Só que  Ele,coitado,sofria com tanto assédio e empurrões.Só faltavam lhe rasgarem a batina.Mesmo assim,aquele velhinho,corcunda,baixinho,mas pesado,muito idoso, mais de oitenta anos, era ligeiro,sendo difícil acompanhá-lo.Muitos diziam que algo paranormal lhe ajudava,pois nem na ladeira que dava para  a igreja se atrasava.Ele não diminuía os passos.Tem quem diga que nem caminhava,a batina cobria seus pés,calçados numa sandália de sola, de correias finas.Mesmo assim sem descansar já fazia seu primeiro  sermão,com uma pregação direta,onde muitos baixavam suas cabeça envergonhados,dos seu pecados.Frei Fernando,ajudava-o .Também cantava muito bem,Tinha uma bonita voz.O povo ,não arredavam o pé de perto.Morreu bem velhinho,mas sua lembrança marcou nossas vidas.Santo Frei Damião,ajude nossa Traipu,nessas horas que mais precisamos.Deus é contigo meu santo.

 

ciro machado
ciro machado Publicado em 20 de Julho de 2012

CIRO MACHADO
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
SINHÁ DA PONTE
Nunca vi uma pessoa tão mal humorada que nem Sinhá da Ponte.Se alguém olhasse pra ela ,já ia chingando.Vivia de noite e dia com o nome brabo na boca.Usava um óculos fundo de garrafa,pendurado num elástico,por trás dos cabelos.Mal enxergava.Aquele óculos, com as hastes amarradas de esparadrapo,parece que tinha décadas.Essa velha,magra,banguela de um dente em cima ,dois em baixo ,parecia mais uma bruxa.O nome do inimigo,era constante nas suas conversas.Brigava sozinha,até com o vento.Dizem que ela um dia viu o cão.Só sei que quando morreu,foram a toda pressa enterrá-la,de tanto inchada.Tava com as feições horríveis.Se não corressem,o caixão explodia.Falam até, que a cova dela rachou.Mas será se isso,é verdade,mesmo?Deus tenha piedade da alma daquela senhora. 
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ciro machado
ciro machado Publicado em 20 de Julho de 2012
• SECA
Mês de junho,nada de terra molhada
O milho ninguém plantou,
Feijão abobora e qualhada
Silagem ninguém faz
Que será da boiada?
As vaquinhas cambaleando 
,batendo o queixo no chão
Não bota nada no bucho
Morre de inanição
Aos poucos vai definhando
O sertanejo chora tristonho
Vendo tudo se acabando.
Pede a Deus um pouco de chuva
Para salvar o rebanho
Reza no açude já sem água
A terra rachada, que estranho!
Só resta migrar para o sul
A fome a sede já se aproxima
Tudo está escuro tudo azul.
Vai procurar outra terra 
Vai procurar outro clima.
Passa o tempo vem a saudade
E logo ele se anima
A vontade de voltar
Assim se repete sempre
Diz :agora vim pra ficar
Talvez não enfrente, outra seca
O coração não mais agüenta 
Vive assim o sertanejo
Até que a morte se apresenta.
 
ciro machado
ciro machado Publicado em 20 de Julho de 2012
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
O PAPAGAO DE SEU FERREIRA
Dona Sinhazinha,era irmã de duas moças velhas dona Zuzu,e dona Mariazinha, que moravam a uma cinco casas adiante,,sendo esta ultima professora de musica.Ensinou muitos traipuenses ,as primeiras noções dessa arte,com uma afinação impar. Utilizava um piano, para comparar as tonalidades, com a voz dos estudantes. Seu Ferreira era paralitico, numa cadeira de rodas, marido de dona Sinhazinha,moravam também com uma empregada ou filha de criação ,a Berenice.Tinha um papagaio,muito falador que tomava conta da bodega.Vendia poucas coisas,mas nunca faltava ,bananas e outras frutas.As vezes entravam todos,no interior da casa. Só ficava na venda, o papagaio. Ele inteligentemente gritava:- Sinhá Tem gente!Imediatamente, ela vinha , atender o freguês.Mas nós meninos,achávamos bonito aquilo,esperando seu Ferreira entrar,para se apresentar ao papagaio.Logo ele gritava:-Sinhá ,tem gente!.Lá vem dona sinhazinha. Corríamos. e de novo.Um dia,Seu Ferreira em sua cadeira de rodas, se escondeu atrás da porta .Lá vai a gente.O papagaio :_Sinhá tem gente.Seu Ferreira ,empurrou a porta e viu .Mandou,a dona Sinhá, nos entregar,as nossas mães.Foi uma pisa e tanto,pra nunca mais brincar com o papagaio de seu Ferreira.Até para comprar de verdade,eu não queria mais, ir lá.Serviu de lição.
ciro machado
ciro machado Publicado em 20 de Julho de 2012
Atualizado em 20 de Julho de 2012
PEQUENOS CASOS
DE TRAIPU

PECADO

Pecado,irmão de Suzana,a dançarina,rainha do carnaval,já trabalhou sendo meu vaqueiro,e um dia de sábado já anoitecendo, fomos a Fazenda Salgado , divisa de Traipu com Belo Monte ,no beiço do rio,montados em cavalos,eu visitar uma namorada,passar o domingo com ela, ele foi pra fazer companhia, e aproveitar o forró com João do Pife e sua banda.Tava sendo tocado na sala da casa do pai de minha namorada,tinha muitas meninas dançando,a redondeza toda compareceu. Pecado vendo que ia se sair bem tomou uma dose,me pediu que chamasse ele só de João.Na farra arrumou uma namorada,a claridade era na base da luz do candeeiro, não tinha energia elétrica,a Lua Cheia, bonita,convidava pra sair .Fomos ao terreiro onde umas cadeiras já nos esperavam, ,verão de calor,ao som daquele grande artista que tocava também uns forros de Luiz Gonzaga,enquanto a gente curtia ,não muito perto, muito boa aquela noite,inesquecível.Amanheceu o dia, de manhã, a namorada dele viu sua cara ,cheia de remela e bonita como era,se espantou dizendo:nosso namoro ta terminado,não me procure mais.Pecado dizia ,porque?ela insistia, ,não quero mais- ,porque mariquinha,porque,eu me caso com você ,porque? -ela não agüentou e respondeu :-porque você é feio demais.Também Pecado foi vaqueiro de Jakson, do finado Haroldo,na a Fazenda Chiquinha , distante uns 10 km,no beirada da Ribeira Traipu. Segundo Jakson,certo dia ,o Pecado esqueceu de comprar a seda pra fazer seu cigarro pagoga,procurou um papel e não encontrou,resolvendo fazer seu espanta mosquito, com uma bolsa de sal.Feito,aceso,suspirou:-agora sim, deitado de” papo pro ar”,que felicidade umas tragadas ,que bom!,nisso o plástico que enrolava o cigarro ,derretia e pingava na sua peito.Pecado resmungava:sai daí alma penada,deixe de me beliscar,o e os pingos quentes continuavam a cair a cada baforada.Já sem paciencia com as queimaduras, resolveu dizer:vai embora alma safada ,vá pro inferno(ele achava que aquilo via de cima das telhas).Jakson foi ver o que ele tanto falava, e lhe :disse ora Pecado ,quem ta queimando sua titela é o plástico do seu paisano,alem de feio você é burro.Pecado morreu e nunca mais se ouviu falar dele,fico pensando quando bater a porta do céu que São Pedro perguntar,que é?uma coisa ele não pode dizer é o nome que todos o conheciam,lá o não entra o pecado.
ciro machado
ciro machado Publicado em 20 de Julho de 2012
PEQUENOS CASOS DE TRAIPU
REFRESCO DO MEU AMIGO
Um meu amigo,por sinal,Guarda Municipal,hoje , está muito namorador.Quando era menino, nascido ,duma família pobre,muitos irmãos,vendo alguns amiguinhos com um carrinho novo,daquele depuxar,bem carinhos na época, ficou com inveja dos coleguinhas,que os puxavam enfileirados, zoando com a boca ,fazendo de conta que era o motor, arrastados, por um cordão,fazendo até curvas,como se fosse numa pista.Foi por isso,aperrear sua pobre mãe que já,também arrastava,para beira do rio seus cinco outro filhos.Ia dar banho,não tinha água encanada em casa,e vesti-lo uma roupinha limpinha tirada do varal, inclusive ele:-Compre mãe um carrinho daqueles de brinquedo pra eu,vai mãe,compre,meu amiguinho disse que lhe pedisse,compre mãe!!Coitada!, Sozinha pra dar conta da família grande,sem bolsa família,sem bolsa escola,sem bolsa nenhuma.disse-lhe,já enfezada:-não posso ,baixe o facho,seu coleguinha pode,você não,brinque com um capuco de milho.Enrole num cordão e vai puxando.Seu coleguinha ,pensa o que? Que posso?-PIMENTA NO RABO DOS OUTROS, É REFRESCO!Foram para o rio,tomaram banho, trocaram de roupa e foram passear.Ele assuntou,aquela frase,e não esqueceu.No seu quintal ,tinha uma pimenteira, malagueta,daquelas miudinhas ,que arde pra danar ,e sua mãe sempre fazia um molhinho pra dar gosto apimentado nas piabas cozidas, que comiam misturadas ao feijão.,Outro dia,foi ao quintal,tirou as pimentas, macerou umas dez , com uma pedra,saindo o sumo,desceu as calças e passou,no seu foreba.Nem um minuto,já vinha gritando:- ai,mãe,ai mãe, meu rabo tá ardendo,mãe,chega mãe,tá ardendo.Sua mãe olhou o rabo vermelho,assado pela toxidade das pimentas.Peqou uma bacia grande ,dessas de dar banho em crianças de colo, com água fria pela boca ,lavou bem o dele, com sabão.Depois de enxuto ,despejou um pires de açúcar,para refrescar mais um pouco,pois não tinha outra idéia melhor.-Ou ,menino! Quem foi que mandou você fazer isso?-Ah ,mãe foi mesmo a senhora que disse ,que pimenta,no dos outros era refresco?Fui experimentar. “Acho que é por isso que esse meu amigo namorador, tava outro dia cantando: ‘QUANDO EU ERA CRIANÇA, NÃO TINHA TALCO, MAMÃE, PASSOU AÇUCAR EM MIM”!
ciro machado
ciro machado Publicado em 19 de Julho de 2012

PEQUENOS CASOS DE TRAIPU

O BERIMBAU DE TONHO BULACHÃO

 

Em Traipu sempre aparece alguém vendendo produtos exóticos. Tonho  Bulachão, metido a sabido, tinha uma bodega, na rua mais comercial da cidade naquela época difícil, a Belarmino Palmeira. Era local de passagem de todos que entravam e rodavam pela cidade. Um Baiano, talvez, passava na frente da venda de Bulachão, com um berimbau na mão, novo, e com certeza já estava quase liso, sem dinheiro. O Tonho Pereira (Bulachão), bastante curioso, disse: que diabo é isso, (uma vara envergada num arame com uma cambuca e um maracá de palha), Baiano?

- O cara disse um Berimbau novinho. Se habilita comprar, vendo por vinte contos?-Pra que, quero isso?-ora pra tocar, e chamar freguês.

 - Vá embora com sua tralha, não quero nem dado.

O baiano ficou irado, com Bulachão. Pensou, vou me vingar, vender esse berimbau a ele. Escondeu seu aparelho, chamou uns meninos deu uns confeitos, disse que queria comprar um berimbau, dava cem contos no instrumento, mas não viu o cara que tava vendendo,já procurou e não o encontrou,soube que Tonho Bulachão tinha um. Fosse lá perguntar se ele vendia o dele! Os meninos foram na venda, contaram que um cara queria comprar o aparelho, caro. Tonho pensou, perdi de ganhar dinheiro. Mas tarde, o mesmo cara passa com o Berimbau, na mão. Tonho vê e pergunta se ainda quer os vinte contos, no Berimbau?Respondeu- me dê trinta? Feito negócio Bulachão esperou o comprador, que nunca apareceu. Depois com raiva quebrou o Berimbau. 

 

ciro machado
ciro machado Publicado em 19 de Julho de 2012

Escritores Alagoanos


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