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FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

 

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome.

Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.

Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.

A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.

A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.

Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.

Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.

São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.

Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.

Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.

A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.

Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.

Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.

O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.

A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.

Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995.

De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.

Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.

O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité.

São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.

O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores.

 

 

São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,

Mas repleto de surpresas e vitórias;

Muitas coisas no longo do seu tempo

Permanecem ainda vivas em nossas memórias.

 

 

Teus filhos ilustres que lutaram,

Pelo bem do progresso, na conquista;

Honraram o teu nome nas batalhas

Fizeram de tu, o município mais bonito.

 

A mãe natureza com as mãos te abençoou...

Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.

Petróleo, cimento e cana-de-açúcar

E o teu rio cheio de encanto e beleza.

 

Tuas crianças ainda hoje continuam

A mercê do tempo, provocando a sua glória;

Irradiando a lápis em cada traço

Registrando com bravura a sua história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Foi às margens do rio São Miguel, que teve início o povoamento do mesmo nome. 
Tem-se notícia na correspondência do rei para o governador D. Diogo Botelho, por carta de 30 de agosto de 1606, da presença de dois moradores em São Miguel, os irmãos, João e Sebastião da Rocha, naturais de Viana do castelo (Portugal). Não se pode afirmar a época exata da formação do núcleo que se tornou povoada. Supõe-se, no entanto, que é tão velho quanto à vila de Santa Madalena do Sul.
Levando em conta o que diz Pereira da Costa, a divisão de sesmaria começou em 1560, quando da gestão do segundo donatário da capitania de Pernambuco,Duarte Coelho de Albuquerque. Em 1612 se registra que dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão, foi contemplada com a doação de uma sesmaria, ao lado dos seus genros: Antônio Ribeiro de Lacerda e Cosme Dias da Fonseca recebeu as terras marginais do rio São Miguel, chamada pelos índios desinimbys, onde ali foi edificado o engenho que recebeu o mesmo nome do curso fluvial. Dona Felipa de Moura, de Raízes fidalgas, descendo a família Moura Castro, fato comentado pelo brilhante escritor miguelense, Romeu de Avelar.
A sesmaria do português Antônio Barbalho Feio contava com cinco léguas, do engenho sinimbu aos campos e aos inhaúns (Anadia). As terras miguelensesprosseguiam assim fatiada, cabendo uma légua a Belchior Álvares de Carvalho, duas léguas a Manoel Pinto Pereira e de igual quantidade para Gonçalo da Rocha Barbosa e da mesma forma que aquelas concedidas aos filhos do fidalgoBrásio Correia Dantas e algumas áreas ao mestre de campos Antonio de Moura Castro, outras pessoas continuaram a ser beneficiadas como foi o caso de Manoel de Caldas como uma légua e com outras Gonçalo Ferreira Belchior Pinto e Sebastião Ferreira “O Mártir”.
A sesmaria que mais se desenvolveu foi a de Sebastião Ferreira. A fertilidade do seu terreno era bastante produtiva. A agricultura existia com a abundância, tais como: mandioca, milho, arroz e cana de açúcar, onde mais tarde foi edificada a fábrica de tecidos São Miguel. As sesmarias foram responsáveis pela formação do primeiro núcleo miguelense, que substituiu as tabas indígenas.
Quando os holandeses invadiram as terras dos Caetés em 1630, já encontrou diversos estabelecimentos agrícolas às margens do rio São Miguel. No desenvolvimento e progresso, nas glórias e sofrimentos pelos quais passou Alagoas, ao povo de São Miguel coube sempre parte relevante na devastação holandesa, durante o longo período em que esses inimigos estiveram apossados de diversas localidades do território alagoano, foram os miguelenses vítimas de espoliações em suas propriedades e patrimônios, podemos citar como exemplo a sesmaria de Sebastião Ferreira e a igreja Santo Antônio do Furado.
Já em 1749, segundo informações certas, a idéia geral da população da “Capitania de Pernambuco” assinala ser anterior a 1702, pois já era curato em 1683 sob a invocação de Nossa Senhora do Ó.
São Miguel conheceu a fase áurea do ciclo do gado, pois empenhados os holandeses, em ter fonte de abastecimento para suas tropas famintas, tangeram parte dos soldados da região sanfranciscana para a zona de São Miguel um dos locais mais importantes da produção açucareira. As celebres manadas foram devoradas na invasão flamengas, como também pelas sortidas dos quilombos palmarinos, revolucionários e soldados portugueses das várias subrenações, que agitaram o solo miguelense.
Os senhores de engenhos foram prejudicados pelos quilombos dos Palmares, por ter perdido inúmeros escravos, que fugiam das suas propriedades, como também por serem vítimas de roubos e castigos constantes. Diversas expedições foram organizadas para a destruição dos quilombos e a todas elas os miguelenses prestaram seus valiosos concursos, quer alistando-se nos corpos expedicionários, quer concorrendo com dinheiro ou por mantimentos alimentícios.
Outro ponto marcante de sua gente é a sua característica de povo idealista e sobranceiro, associando-se aos valentes em favor da justiça e da liberdade. Em 1817, tomou parte na revolução pernambucana, que pretendia a separação da metrópole e criação de um país soberano. Manoel Vieira Dantas e seus filhos, Manoel Duarte e Francisco Frederico, aderiram de pronto ao movimento, e foram seus grandes lideres em Alagoas. A figura mais brilhante da revolução foi, porém a sua mulher, dona Ana Lins. Já em 1824, outra figura importante o jovem João Lins, que ao lado da mãe participou do episódio da conferência do Equador, mostrando, assim, o seu espírito de patriotismo pelo seu povo. Neste ambiente de lutas e resistência pela fixação das terras, o povoado de São Miguel pelo seu desenvolvimento de progresso, passou para condição de vila com nome de Vila São Miguel. O engenho Sinimbu de propriedade de Manoel Vieira Dantas e dona Ana Lins, foi o engenho mais importante dentro da história de Alagoas, por ter si dado o fato de ser a “Trincheira da republica“ nas duas revoluções.
A Vila de São Miguel foi criada pelo decreto do governo geral da regência, em 10 de julho de 1832,pode-se dizer que a vila se desenvolveu num processo de integração dentro de uma região que vinha sendo conquistada e trabalhada nesta fase de sua história, ou pelo menos na primeira parte dela.A vila floresceu no seu processo de desenvolvimento da colonização, tanto na zona urbana como na zona rural.
Na zona urbana foram construídos vários sobrados, casarões, palacetes e igrejas, além de casa de negócios, onde o seu comércio cresceu rapidamente dentro do cenário de Alagoas. Nesta época começou aparecer também os grandes engenhos de açúcar e as enormes propriedades rurais de um só dono. A monocultura levou ao desenvolvimento das mesmas. A produção em larga escala de um só produto para exportação, nesse caso os proprietários e os senhores de engenhos precisaram de inúmeras mãos-de-obra para fazer esse trabalho, daí foram surgindo às grandes casas de engenhos, as senzalas, as igrejas e nas propriedades as casas de moradas.
Naquele tempo os meios de transportes eram: os cavalos, como também os carros de boi que serviam para carregar cana, sacos de açúcar, móveis, utensílios, mudanças, etc., servindo também de transporte de senhores de engenhos com seus familiares em passeios e compras na sede da vila e em visitas as outras propriedades.
O rio São Miguel teve um grande papel no desenvolvimento de São Miguel, pois eram através das suas águas, que as barcaças navegavam carregadas de açúcar e outros produtos, saíam com destino a Vila de Santa Madalena, depois cidade de Alagoas como também dos comerciantes que viajavam para a capitania de Pernambuco e outras localidades fora da vila. Foi criada a feira em toda vila, medida de alto alcance econômico, que por esta forma havia mais facilidade para o comércio e as transações.
A Vila de São Miguel foi desmembrada da cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro) e foi elevada à cidade pela Lei no423 de 18 de junho de 1864, sancionada pelo vice-presidente Roberto Calheiros de Melo e assinado por Posidônio de Carvalho Moreira e registrado a fl. 32 do livro 4o de leis provinciais.
Outro fato importante na história era que os campos de São Miguel eram cobertos de arroz até a cabeceira do rio em Tanque D’arca, terras pertencentes na época Anadia, então denominada de campos dos arrozais de inhaúns, por causa da ligação que existia entre os dois municípios (São Miguel e Anadia), que nesse tempo não estava ao menos delineado o nome de São Miguel, foi quando acrescentou a denominação restritiva “dos campos” passando então a se chamar de São Miguel dos Campos.Emconseqüência da sua elevação a categoria de município autônomo, São Miguel dos Campos perdeu os distritos de Boca da Mata em 1957, Campo Alegre em 1960, Barra de São Miguel em 1963, Roteiro em 1963 e Jequiá da Praia em 1995. 
De acordo com a divisão, administrativa do estado de Alagoas. O município atualmente está formado apenas com um distrito, o da sua sede.
Atualmente, São Miguel dos Campos passa por uma fase de grande atividade e progresso geral. O crescimento acelerado do município aumentou e a sua população fez a cidade crescer não só em extensão como também nos bairros e povoados. Foram construídos conjuntos de ruas, avenidas, praças e casas, distribuídas em quarteirões por toda localidade da periferia.
O município é composto de quatro bairros: Bairro Nossa Senhora de Fátima na cidade alta; Bairro Humberto Alves; Bairro Paraíso, Bairro de Lourdes na cidade baixa. Além de contar também com vários Loteamentos, tais como: Canto da Saudade, Rui Palmeira, José Calazans, Diógenes Celestino, Geraldo Sampaio I e II, Bela Vista I e II, José Tavares Filho, Edgar Palmeira, Esther Soares Torres I, II e III e Hélio jatobá I, II e III como também os povoados Bernardo Lopes e Coité. 
São Miguel dos Campos é uma cidade moderna e bem calçada, asfaltada, iluminada e limpa, com todo o conforto de outras cidades do Brasil.
O município é administrado pelo poder executivo e legislativo – formado por dez vereadores. 


São Miguel dos Campos, tu és tão pequeno,
Mas repleto de surpresas e vitórias;
Muitas coisas no longo do seu tempo
Permanecem ainda vivas em nossas memórias.


Teus filhos ilustres que lutaram,
Pelo bem do progresso, na conquista;
Honraram o teu nome nas batalhas
Fizeram de tu, o município mais bonito.

A mãe natureza com as mãos te abençoou...
Pois em cada solo teu se encontra uma riqueza.
Petróleo, cimento e cana-de-açúcar
E o teu rio cheio de encanto e beleza.

Tuas crianças ainda hoje continuam
A mercê do tempo, provocando a sua glória;
Irradiando a lápis em cada traço
Registrando com bravura a sua história.

Texto do livro fatos históricos de minha terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



































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Bezerra
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Publicado em 12 de Setembro de 2011

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