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Crer ou não crer?

                     Crer ou não crer?

 

Como nas teorias de vida, também na religião, corremos o risco de ficarmos: “... para cá e para lá por qualquer vento de doutrina” (Efésios 4:14), quando nos envolvemos nesses ensinamentos e esquecemos de voltar aos pontos que dão origens às vontades dAquele que criou a Vida. Quando se sentir confuso em meio a tantos mestres dizendo serem iluminados pelo Espírito de Deus e, atribuindo tudo que não é bom ao diabo, volte aos pontos de origens.

Comece refletindo com os fatos: se o jardim foi programado para aqui ser um pedacinho do céu, por que o fruto proibido (gn 2:9 e 3:1-7)?... Se a raiva, o ódio, a noção de morte e de inveja ainda não existiam, o que levou Caim a matar Abel (gn 4:4,5)?... Se o papel do pai é instruir e encaminhar o filho para o amadurecimento de respeito e bom caráter, por que Noé amaldiçoa seu filho Cam (gn 9:20-27)?... Se a base e estrutura de uma família é o amor e o acolhimento, por que Abraão enxota Ismael e os filhos de Cetura para que só Isaac fosse seu herdeiro (gn 16:11-16; 17:18 e19; 25:17)?... Se o tempero da paz é o amor à vida, por que o próprio Criador dela cria em um só ventre, duas nações e determina que uma irá ser contra a outra (gn 25:19-26; Rm 9:11-17)?... Por que Jacó, na hora de abençoar seus netos, põe sua mão direita em Efraim e não em Manassés (gn 48:12-20)?... Por que endurecer tantas vezes o coração do Faraó após ele concordar com as propostas de Moisés (Ex 4:21...)?

Se isto ainda não lhe diz nada, dê uma refletida sobre os: “ai daqueles” e os: “para se cumprir”: Mr 1:22,23; 2:5,14,15,17,18,23; 3:12,15; 8:16,17; 11:10,21; 12:17,18; 13:13-15,34,35; 18:6-8; 21:3-5; 23:13-29; 26:24,31,53-56; 27:8,9,37,38. - Lc 3:4; 4:18,21; 10:13,15; 11:42-44,46,47; 21:20-24; 22:35-38; 24:40-47. – Jo 2:14-17; 12:37-40; 13:2,18; 15:24,25; 16:12; 18:31,32; 19:36,37.

Tentar entender o homem a partir do próprio homem, é irracional.

Antes de tentar entender como o cérebro humano tende seguir rumos de terceiros que se dizem enviados para o conduzir, é aconselhável buscar entender quais são as vontades de quem os criou. E entender as vontades Dele é matutar sobre os pontos chaves da Sua História e continuar admirando-o, respeitando-o e amando-o ainda mais que antes.

Há teorias que convencem a muitos, que nós somos produtos do meio, mas, o meio é que recebe o destinado para que, na época determinada, execute a cena escrita para ser exibida naquele espaço, tempo e lugar.

Cristo nasceu desabrigado, filho de carpinteiro, não freqüentou escolas, morreu crucificado entre dois ladrões e hoje Ele é o nosso Salvador e Rei do mundo. E não poderia ser em época nem lugar diferente, pois assim Deus havia escrito. Também devemos entender que por mais insignificante que pareça ser a nossa missão, ela tem um valor específico para Deus; pois as cenas históricas não precisam só de protagonistas, mas de um grande número de anônimos e figurantes. Aparentemente o cego não tinha papel a cumprir, mas veio para encenar a vida exatamente como foi prescrita (Jo 9:1-3): ... “Mestre, quem foi que pecou, para que ele nascesse assim”? E Cristo responde: “Nem ele nem seus pais, mas ele é cego para que nele se manifestem as obras de Deus, ...”

As cenas para as quais o Filho madrugava e se isolava para recebê-las até a crucificação, são uma boa ilustração. Foi Ele, o Pai, que determinou o ano, o dia e a hora para a crucificação do Filho, providenciando as personagens como rei, imperador, anciãos, doutores da Lei, chicoteadores, Barrabás, os dois ladrões e os figurantes defensores e os acusadores pronunciando: "herege! herege! ..."

É aconselhável àquele que tem sede de nutrição espiritual, buscar entender que, para manter a fluência do rio é necessário encontrar a fonte e preservá-la. Você já encontrou esta fonte, que é o livro Sagrado, porém, ao invés de insistir com Deus para que Ele lhe dê a graça do entendimento, passa para outros a responsabilidade de fazer você entender, correndo o risco de ter como seu guia, alguém que Deus já pode ter retirado dele Sua graça.

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Publicado em 12 de Janeiro de 2013

Atualizado em 27 de Junho de 2015

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