Crer ou não crer?

Josue Firmino Josue Firmino 12 de Janeiro de 2013
16 de Junho de 2020

Crer ou não crer?

Como nas teorias de vida, também na religião, corremos o risco de ficar "... pra cá e pra lá por qualquer vento de doutrina" (Efésios 4:14), quando nos envolvemos em alguns "ensinamentos", e esquecemos de voltar aos pontos que dão origens às vontades d'Aquele que criou a vida. Quando se sentir confuso em meio a tantos "mestres" dizendo serem iluminados pelo Espírito de Deus e, atribuindo tudo que não nos parece bom, ao diabo, volte aos pontos de origens. Comece refletindo: - Se a base e estrutura de uma família é o amor e o acolhimento, por que Abraão enxota seu filho Ismael com Agar, e os seis filhos seus com Cetura (Quetura) para que só Isaac fosse seu herdeiro? (Gn 16:11-16; 17:18 e 19; 25:17; 21:11-14; 25:1-6).

- Se o tempero da paz é o amor à vida, por que o próprio Criador cria em um só ventre, duas nações e determina que uma irá ser contra a outra? (Gn 25:19-26; Rm 9:11-17).

- Por que determinar filhos à escravidão sem que ainda tivessem cometido nenhum mal? (Gn 15:13).

- Por que endurecer tantas vezes o coração do Faraó após ele concordar com as propostas de Moisés (Ex 4:21...)?

São apenas alguns pontos, mas há outros tantos, principalmente os para se cumprir: Mt 1:22,23; 2:5,14,15,17,18,23; 3:12,15; 8:16,17; 11:10,21; 12:17,18; 13:13-15,34,35; 18:6-8; 21:3-5; 23:13-29; 26:24,31,53-56; 27:8,9,37,38. Em Lc 3:4; 4:18,21; 10:13,15; 11:42-44,46,47; 21:20-24; 22:35-38; 24:40-47. Em Jo 2:14-17; 12:37-40; 13:2,18; 15:24,25; 16:12; 18:31,32; 19:36,37.

Tentar entender o homem a partir do próprio homem não é muito racional; mas, ao tentar entender como o cérebro humano tende seguir rumos de terceiros que se dizem enviados para conduzi-los, é aconselhável buscar entender quais são as vontades de quem os criou. E entender as vontades d'Ele é matutar sobre os pontos chave da sua História.

Cristo nasceu desabrigado, filho de carpinteiro, não frequentou escolas, morreu crucificado entre dois ladrões e hoje Ele é o nosso Salvador e Rei do mundo. E não poderia ser em época nem lugar diferentes; foi assim porque Deus havia escrito. Também devemos entender que por mais insignificante que pareça ser a nossa missão, ela tem um valor específico para Deus; pois as cenas históricas não precisam só de protagonistas, mas de um grande número de anônimos e figurantes, uns representando o bem, e outros, o mal. Aparentemente o cego não tinha nenhum papel a cumprir, mas veio para encenar o que havia prescrito (Jo 9:1-13): ... "Mestre, quem foi que pecou, para que ele nascesse assim"? E Cristo responde: "Nem ele nem seus pais, mas ele é cego para que nele se manifestem as obras de Deus, ..."

As cenas para as quais o Filho madrugava e se isolava para recebê-las até a crucificação, mostram a vontade do Pai (Mt 26:53,54). Foi Ele, o Pai, que determinou o ano, o dia e a hora para a crucificação do Filho, providenciando as personagens como: governadores, anciãos, doutores da Lei, chicoteadores, Barrabás, os dois ladrões e os figurantes defensores e acusadores pronunciando: herege! Herege!

É aconselhável a você que tem sede de nutrição espiritual, buscar entender que é capaz de compreender as vontades de Deus e merecedor da sua graça. Não passe para outros a responsabilidade de te conduzir, correndo o risco de ter como seu guia, alguém que Deus já pode ter tirado dele sua graça. Quando eles dizem que você, por si só, não é capaz de entender os ensinamentos da escritura, em parte estão certos, pois te indicam ler, edições arcaicas que não te permitem uma leitura corrente.

Estamos rodeados de "guias" e "instrutores", tentado nos fazer crer que são dotados da graça divina; na verdade, o que eles mais temem é que deixemos de ser escravos das igrejas e nos libertemos para Cristo; pois o que eles mais amam, é encher os cofres e as contas com o que sugam dos inocentes.

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Josue Firmino ESCRITO POR Josue Firmino Escritor
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