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Era UMA vez:

                                    Era uma vez ...

 

Imagine o tudo a partir do nada. Desde quando não existia nenhuma menção de sentimento, de malícia; nenhuma capacidade de expressar o choro ou o sorriso, a tristeza ou a alegria, o amor ou o ódio, muito menos criar em si a vontade de causar o bem ou o mal; pois nem o ser ainda existia. Era uma vez, quando a raça dita humana ainda não existia, um homem resolveu ter filhos. E já com os primeiros, ao observá-los, ele resolveu escrever uma grande história. Então, sem sentir a dor que iria causar aos filhos, e como quem não quer querendo, começa a adotar preferências por um e incitar no outro o desejo de eliminar o irmão. Como o ato lhe causou prazer, à medida que os filhos iam nascendo, ele ia lhes dando personagens para o bem ou para o mal. E sai criando arenas, grandes cenários, e provocando batalhas entre eles. Nestas batalhas, hora ele estava ao lado do que chamou “do bem”, hora ao lado do que chamou “do mal”; e determinou que os vencidos iam servir de escravos aos vencedores, e profetiza: “aí nessa terra vocês ficarão como escravos por determinados anos”. Após um certo grande tempo, achando a coisa pouco atrativa, decidiu cravar num ventre estéril, dois filhos, e determinou claramente: “Em seu ventre há duas nações, dois povos se separam em suas entranhas. Um povo vencerá o outro, e o mais velho servirá ao mais novo”. E assim petrecha um para mocinho e o outro para vilão. Quando os descendentes destes dois irmãos se tornaram as nações preditas, ele, o pai, determinou: “Quem está destinado para a morte, vá para a morte; quem para a espada, vá para a espada; quem para a fome, vá para a fome; quem para o exílio, vá para o exílio”. E continua: “Aquele que está longe, morrerá pela peste; aquele que está perto, morrerá pela espada; aquele que sobreviver, morrerá pela fome”. E segue: “Por isso os pais, vão devorar os próprios filhos, e os filhos devorarão os próprios pais”. E continua com mais sede de cenas reais: “Avancem, matem sem dó nem piedade, velhos, moços, mulheres, crianças, recém-nascidos e rasguem os ventres das grávidas; vou tirar da bainha a minha espada para matar tanto o justo como o injusto; quebrem a cabeça de todos, que o resto eu matarei pela espada”. E sem nenhum constrangimento, revela que quando age fazendo algum bem, é preocupado apenas com o zelo do seu nome, e confirma à vítima: “Eu fiz você nascer precisamente para mostrar em você o meu poder”. Em alguns momentos, este homem pai, quem sabe sentindo-se um pouco humano, é capaz de admitir: “Estou arrependido do mal que fiz a vocês”. Porém, após ter declarado: “... eu formo a luz e crio as trevas; sou o autor da paz e crio a desgraça. Eu faço todas essas coisas; fui eu quem criou o ferreiro que sopra as brasas no fogo e produz ferramentas de trabalho. Mas também fui eu quem criou o exterminador para arrasar”. Depois destes feitos, tenta justificar com argumentos como: “Os meus projetos não são os projetos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos”. E depois cai na melancolia: “Ah! O meu povo se revoltou contra mim”. E preocupado com o seu nome, manda o seu filho predileto anunciar que todo o mal foi causado por um seu lendário inimigo. Com isso, os filhos começaram a pensar que o pior já havia passado. Enganaram-se, ele ergueu o dedo e começou a profetizar: “Então, a angústia do cerco com que o inimigo o apertar, você irá comer o fruto do seu ventre. O mais delicado e refinado homem do seu meio olhará com maldade para o seu irmão, para a mulher e para os filhos que lhe restar, pois terá que repartir com alguns deles a carne dos filhos que está para comer, pois nada mais lhe restará ...” E não se cansa de determinar fatos futuros: “Vou condenar todos ao extermínio, e ficarão escravos do vencedor por muitos anos, e depois destes anos, vou castigar aquele que eu ordenei que vos castigasse ... a desgraça continuará de nação para nação ... Quem for encontrado será transpassado; quem for alcançado, morrerá ao fio da espada. Suas crianças serão despedaçadas diante de seus olhos ... A minha espada embriagar-se-á e a compaixão foge do meu olhar ...” E vai-se: “...” “ ...” “... E alguém começou pensar em como poder agradar, mas segundo um dos seus seguidores avisa: “As ações contam apenas, se más, para condenar, e se boas, são incertas, pois o pai avisa: “Terei piedade de quem eu quiser ter piedade, e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão”. E ainda de acordo com este seguidor, isto é para ficar bem claro de que a escolha não depende da vontade ou do esforço dos filhos, mas da misericórdia do pai. Pelo visto, esta: era uma vez, não acabará com o conhecido termo: “E viveram felizes para sempre”. Referências bíblicas: Bíblia Paulus Passagens:Gn 3:3; 4:4 e 5; 6:13; 16:12; 17:19; 19:23-26; 21:14; 25:21-23; 48:13,14,17; Ex 17:13 Lv 26:29; Nm 31:1,2,17;Dt 2:24; 3:3,6; 28:53-57; Js 6:21; 8:8,24,28; 10:28-39; 11:11-20; Jz 1:4,8,25; 3:2,8,9,10,15,21,22,31; 4:16; 6:1,14; 10:7,17; 11:32;13:1; 15:15; 1Sm 14:14,23; 15:1,3; 27:9; 1Cr 14:10; 13:17; 14:8,11; 21:16; 36:17; 1Rs19:15-17; 20:13,28,29; 2Rs 6:28,29; 19:35;21:12-14; Is 1:2; 13:16,18; 19:2-10; 34:2,5; 45:7; 54:16; 55:8-11;Jr 20:4; 21:5; 27:6,8; 28:14; Ez 9:5,6; 21:8,9,22; 30:10-12,17,24,25; Dn 1:1,2; Os 14:1; Am 9:1; Mt 10:34; Lc 5:32; 12:52; Rm 9:11,12 ... São apenas alguns fatos.

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Publicado em 12 de Janeiro de 2013

Atualizado em 27 de Junho de 2015

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