Pelo direito ao iPhone

Leonel Alves Leonel Alves 24 de Janeiro de 2014
24 de Janeiro de 2014

Por vezes, observo esquerdistas em seu habitat (p. ex., cursos de graduação na área de ciências humanas em universidades públicas) afirmando que não são contra o uso/consumo de certas tecnologias, tais como iPhone. E, mesmo, que a adesão ao marxismo não exige tal deles -- portanto, não podem ser acusados de incongruência ou hipocrisia quando pegos em delito flagrante.

De fato, o que essas almas nobres desejam é que cada pessoa tenha "direito" a um iPhone. Um desejo louvável dadas as muitas aplicações deste poderosíssimo gadget cujo preço é ainda proibitivo para muitos, principalmente no Brasil (por causa, principalmente, da alta carga tributária que chega a encarecer um produto importado em 100%). Entretanto, ignoram que numa economia planificada nunca existiria nada parecido com um iPhone. O socialismo é capaz de produzir, quando muito, um "HiPhone" -- ou seja, um "xing-ling" usando tecnologias ultrapassadas e imitando o design consagrado (mas sem a mesma qualidade, obviamente).

Em sua obra seminal, A Rebelião das Massas, José Ortega y Gasset afirma que uma característica incontornável do "homem-massa" é que ele acredita piamente que todos os benefícios da técnica que tornam a vida do homem mais cômoda surgiram do nada, que são frutos da natureza e não obras do gênio aplicado ao desenvolvimento técnico, que só é possível num sistema de incentivos como o Capitalismo.

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