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Papel Reciclado de Amor e Vida (Completo)

 

Quando desesperadamente corpos

Sobre corpos a se esfregar

Num balé, sensual e embriagador

Produz prazer e gozo

E conduz a paz desinibida

A forma mais primitiva do amor.

Então silenciai: aí há vida.

 

 

Quando heróis minúsculos

Numa corrida são lançados

E nela, só pode haver um vencedor

Seguem como que, apaixonados

Para o óvulo em busca de acolhida

Para conceber o fruto do amor.

Então silenciai: aí há vida.

 

Quando de dores para a luz

Uma mulher transpira ofegante

E ninguém pode supor a sua dor

Sorrir ao ver seu filho

Que dela é parte dividida

Para compor outra história de amor.

Então silenciai: aí há vida.

 

Quando crescer e multiplicar

Não mais justificar

O mundo dilacerador

E ajuntar-se a outros homens em luta

Para criar e transformar na lida

Uma nação mais cheia de amor.

Então silenciai: aí há vida.

Quando seu coração

Como outro qualquer se apaixonar

De fato e forma e encanto tentador

E não puderes resistir à poesia

À flor, à música e à alegria concebida

Pelo fato inusitado do amor.

Então silenciai: aí há vida.

 

Quando o tempo imperdoável

Chamar-te a cumprir

O ritual amargo e desolador

Sentires que sobressaíste em teu papel

Conduta esta, resumida:

Em dar de ti em teus esforços de amor.

 Então silenciai: aí há vida.

 

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Emanuel Galvão
Escrito por:
Emanuel Galvão
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Publicado em 02 de Julho de 2014

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