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Helena de Tróia

Comum, tão quanto flores perderem as cores ao toque da primeira brisa gelada do inverno.
Vivaz tal o primeiro passo da criança crescida que não soube andar, até ontem.
Algo de intrinsecamente inexplicável, ar de outro ser, que vem inevitável com um simples “Sim, quero.”

Recital sobre vãs emoções que vem sem educação, chegam em leveza de lindos cílios.
De uma atmosfera estruturada pra seduzir, formas perfeitas até para os padrões de Santi.
Não há fórmulas, tudo é improviso em seus encantos, supera teus esforços em milhares dentre tantos.
Antes do visual, previsto ao ato final, dela o sublime perfume já era em teu corpo marcante.

E perto do céu, absorve como levitar pobres mentes masculinas.
Arte suprema em ludibriar, leciona segredos entre ares sutis.
Detalhes mortais esculpem o verde de seus olhos, inspirados nas mais belas colinas.
Manipuladora aos tênues sentidos, sabe amar, e muito ama tuas características, até quando a ela forem úteis.

De fantásticas faces adocicadas, não sabe-se ao certo qual delas tem mais veneno.
Máscara pela qual reinos se auto destroem, generais aceitam ser soldados, se por seus lábios selados.
Helena enlouquecedora, deusa do inimaginável prazer poético pleno.
Helena moderna, com bolsa de lado, inocência sedutora, sorriso molhado.

Nunca despercebida, apesar do exemplo de Tróia, há muito é subestimada.
Acreditam que há séculos existiu, esquecem-se das sábias palavras do velho profeta.
Ainda se não mais perigosa que na época da lendária velha batalha.
Arruína guerreiros de dentro pra fora, encanta de todas as formas,
Resistir sua mágica tão ridículo é quanto um menino escrever tolas palavras e intitular-se “Poeta”.
























Comentários

O selenita
O selenita 23 de Setembro de 2015 às 09:44

Denso. Muito bom.

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Iury Ranieri
Escrito por:
Iury Ranieri
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Publicado em 22 de Setembro de 2015

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