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Amigo da cobra

 

Quem eu pensava serem,

Amigos são umas cobras;

Da espécie,

Mais venenosa.

 

Seu opio não sai,

Dos dentes,

Saem da língua...

Não rastejam como serpentes.

 

Andam sobre duas pernas,

Falam, comem e dormem,

Mas não são inofensivos

Seu poder está-nos que passam fome.

 

Passam fome de amor de carinho;

Está-nos que sofrem cor a dor;

Que não tem cura que só a,

Morte liberta me falta da vida o calor.

 

TALVANES FAUSTINO 

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Talvanes Faustino
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Talvanes Faustino
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Publicado em 13 de Abril de 2016

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