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ANDARILHO ERRANTE

Como um andarilho errante

Saio a perambular pelas ruas do destino

A sentar nas calçadas da vida

E remoer minhas alegrias e tristezas

Atormentado pelos meus fantasmas

Do passado, do presente e do futuro

Ainda por vir,

Que, iguaia a vulcões adormecidos,

Acordam e se levantam dentro de mim

Começam a me atormentar

E com as bocas escancaradas

Cheias de dentes imundos

Iniciam o ritual macabro

O banquete sinistro de me devorar

A me remoer

Até me reduzir a nada...

Mas, igual a uma fênix,

Renasço das cinzas

E como um andarilho errante

Insisto a perambular

Pelas ruas do destino

E a sentar

Nas calçadas da vida

Como um andarilho errante...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Severino Ramos Barbosa
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Severino Ramos Barbosa
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