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A ÚLTIMA MORADA

A ÚLTIMA MORADA

Dorme donzela no seu leito
Descansa a sós no silêncio da solidão;
Dorme entre as terras que lhe cobre
Agora estás presa na gruta da escuridão.

Sobre ti, simplesmente uma cruz
Indicando os dados de sua vida;
No horizontal escrito o teu nome
E as lembranças jamais esquecidas.

Os colibris pousam sobre ti,
Beijando as rosas que enfeitam o teu jardim;
E as folhas secas que voam pelos ares
Marcam a dor que dói dentro de mim.

Os ventos sopram calmos a cada grão de areia,
A cada hora que se aproxima;
Derrete um pedaço do seu corpo
Diante da temperatura que esquenta
Vai sumindo a sua imagem.
E a cada ano que passa
Aumenta a certeza!
Que não voltas mais, dessa viagem.

















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Bezerra
Escrito por:
Bezerra
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Publicado em 26 de Outubro de 2018

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