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BIOGRAFIA DO BARÃO E VISCONDE DE SINIMBU

 

João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu nasceu no dia 20 de novembro de 1810, na casa grande do Engenho Sinimbu, no município de São Miguel dos Campos, onde é hoje a Usina Caeté.
Filho do Capitão de Ordenança Manuel Vieira Dantas e de dona Ana Maria José Lins.
Graduou-se em direito na Academia Jurídica de Olinda em Pernambuco e seguiu logo para Europa afim de aperfeiçoar os estudos.
Em Paris cursou aulas de Baruel e Orfila, durante um ano estudou medicina legal e química, depois seguiu para a Alemanha, em 1835, e obteve o título de doutorado na Universidade de IENA (Fundada em 1558), no Grão - Educador de Sexe - Weimar (Alemanha).
Nas suas andanças pela Europa, na Inglaterra conhece a inglesa Valéria Touner Vogler, com quem se casa, em 1846 e desse laço matrimonial nascem quatro filhos: Clélia, Maria Valéria, Ignácio e João.
Quando retornou ao Brasil foi nomeado presidente da província de Alagoas, com apenas trinta anos de idade, assumindo o cargo em duas ocasiões, de 30 de outubro a 03 de novembro de 1838 e de 10 de Janeiro a 18 de julho de 1840, também assumiu a Província de Sergipe, de 16 de julho a 01 de julho de 1841, a Província do Rio Grande do Sul, de 02 de dezembro de 1852 a 01 de julho de 1855 e a Província da Bahia, de 1856 a 1858.
Depois foi ministro residente junto ao governo da República Oriental do Uruguai, em Montevidéu em 1843, Ministro dos Estrangeiros do décimo quinto gabinete, presidido pelo Barão de Uruguaiana em 1859, ocupou ainda o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, aos quarenta e dois anos de idade, Cansanção de Sinimbu se aposenta como Juiz de Direito, com honras de Desembargador, foi Deputado Geral de Alagoas, Diplomata, Senador e Ministro da Justiça. Também foi Conselheiro da Coroa Grande do Império, Comendador da Ordem de Cristo e da Rosa do Brasil, Grã - Cruz da Legião de Honra da França, da Coroa de Ferro da Áustria e da Ordem dos Guelfos (Partidário do papa e representavam a burguesia urbana, nas lutas políticas dos séculos XII a XIX, na Itália), e do Hano (ver estado Alemão, anezado à Prússia em 1866).
Em 18 de maio de 1888, a princesa regente, Isabel conferia-lhe o título de Visconde de Sinimbu ao ilustre miguelense, primeiro e único Barão e Visconde com grandeza do Brasil-Império.

Visconde Sinimbu também foi um dos incorporadores ao lado do irmão, Manuel Duarte Ferreira Ferro, o Barão de Jequiá, para a fundação da Usina Cansanção de Sinimbu, fato que aconteceu no dia 13 de abril de 1893., vindo daí o nome da indústria.
Depois que o Brasil passou a condição de república, o presidente Marechal Deodoro da Fonseca, lhe encontrou pobre e octogenário, oferecendo-lhe uma pensão, por ele recusada, por jugar uma ofensa à sua pobreza honrada, recusa que o governo não aceitou, mantendo a pensão até a sua morte.
Em 21 de dezembro de 1906, morria, aos noventa e seis anos de idade, aquele homem que foi o maior Estadista da Monarquia Brasileira e da nossa história.
Seu nome está imortalizado na sua terra natal, onde existe uma rua e uma escola que presta o seu nome. Também foram construídas duas praças em sua homenagem, uma na cidade de Maceió e a outra no estado do Rio de Janeiro, mas, a maior homenagem que ele recebe é no estado do Rio Grande do Sul, onde existe uma cidade com o seu nome.
Seus restos mortais estão sepultados no cemitério São João Batista, no estado do Rio de Janeiro.

(Escrito por Ernande Bezerra de Moura )












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Publicado em 15 de Agosto de 2019

Atualizado em 21 de Setembro de 2019

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