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BIOGRAFIA DO CAPITÃO DE ORDENANÇA MANUEL VIEIRA DANTAS

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Manuel Vieira Dantas nasceu na cidade de Penedo em 1795, originário da tradicional família do Rocha Dantas do baixio do São Francisco,
filho de Jerônimo Cavalcanti Dantas e dona Catarina Vieira Dantas.
Ganhava a vida como comerciante de gado, o jovem boiadeiro trazia a boiada do alto sertão alagoano para vender nos grandes engenhos de açúcar, principalmente, nos engenho da zona da mata.
Nas suas andanças pela região, conheceu a senhorita Ana Maria José Lins, viúva de Lourenço Bezerra da Rocha e mãe de duas filhas, Mariana e Antônia Arnalda Bezerra da Rocha.
Ana Lins era proprietária do engenho Sinimbu e durante as viagens, Vieira Dantas se hospedava em sua casa e os dois começaram a ter um relacionamento de amizade, chegando ao ponto de se casar e desse casamento nasceram os seguintes filhos: Francisco Frederico da Rocha Vieira, Manuel Duarte Ferreira Ferro, Ignácio de Barros Vieira Cajueiro, João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, Ana Luiza Vieira Sinimbu e Francisca Vieira Lins.
Tão logo foi condecorado como Capitão de Ordenança de São Miguel.
Vieira Dantas foi uma figura de destaque na Revolução Pernambucana em 1817, quando chegou a ser preso, o mesmo ocorreu na Confederação do Equador em 1824, onde participaram também seus filhos Francisco Frederico e Manuel Duarte Ferreira Ferro.
Infelizmente o movimento dos revolucionários fracassou, Manuel Vieira Dantas foi perseguido, assim como seu filho Francisco Frederico, os quais foram presos e conduzidos ao cárcere do Recife, condenados à morte.
Devido ao prestígio da família, suas penas foram comutadas, Francisco Frederico permaneceu no Recife, já Vieira Dantas foi transferido para o presídio do Rio Negro no Amazônia.
Graças à luta incansável do seu filho Manuel Duarte Ferreira Ferro, ambos foram soltos e retornaram para São Miguel, obviamente para o engenho Sinimbu.
Manuel Vieira Dantas foi predestinado para a luta. Um idealista que honrou com dignidade os direitos da nossa liberdade, seu nome deveria ser mais divulgado nos livros e nas histórias de Alagoas.
O nobre capitão, faleceu em 30 de julho de 1850.

( Escrito por Ernande Bezerra de Moura )

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Ernande Bezerra ESCRITO POR Ernande Bezerra Escritor
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