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Razão Incerta

Vez que vejo e vi, abandonada

Aos vestígios do calor e da

Presença, a cor avermelhada

Inexiste, mas agora sublimada

Ao centro da paz imaginária

Do desejo à luz mais desejada:

 

Em vão sonhara, ó musa séria,

Que de longe lança fora os grilhões

Da solidão, e a mim me sobra o altar

Dos sonhos meus o teu olhar:

Quem tentas, ó mulher? Em milhões

De imagens te protejo enquanto

 

Assumes o descaso do incerto,

Assoberbada da utopia do falso

Amor mais deletério;

Segue-se o verdadeiro, correto

E venenoso o toque da paixão,

A clave tão sublime do feitiço

 

Em que corrompe-se a razão.

Em ti o brilho se condensa

Na alvura encanecida, em pinta

As manchas decotada, o coração

Terrível se desmancha e a tinta

Se escorre no rio da ingratidão.

 

Dai-me teu coração quebrado, a dor

Ilusionista do pecado, no enganoso

Luto pérfido da mágoa, do rancor

Dentre os cacos do amor despedaçado

A rosa branca pinta um céu iluminado:

Pois prometo – que a ti devolvo a cor

Do amor e da paixão que a ti se foi negado.

 

 

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Everton Silva
Escrito por:
Everton Silva
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