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Coisas ...

 

A morte é a única certeza da vida.

Esqueci, pagar impostos também.

Esquecer-me-ei dos publicanos, mas,

eles não esquecer-me-ão.

Aproxima-se a hora de prestar contas,

dos pecados, impostos, afrontas,

são inúmeras as contas,

contraídas aqui, ali e acolá.

 

Passo pela rua, suja, imunda, vejo um menino,

magricela, famélico, albino,

pede uma moeda para comprar picolé.

As vezes é “flau”, doce ou quebra-queixo,

percebo em um relampejo,

que esse mundo é irreal.

Eu venho de um mundo utópico,

sem fome, miséria, doenças, malquerenças,

o mundo ideal.

Esse mundo distópico não existe,

miséria, guerras, não passam de chistes.

Enfim acordei, foi um sonho.

 

Ouço o foguetório, comemoram.

Alguém ganhou, que festança,

agora vai ter lambança.

Com o erário.

Foi engano, chegou droga no pedaço.

Acorrem sem estardalhaço,

para a distribuição.

Chega o pobre atrás de ganho,

o rico em busca de comprar a cheirada;

vende que nem cocada, a triste ilusão.

 

Cai a árvore na floresta, desmatar é o que presta.

O bugre que se ...

Triste sina de um país que se diz na frente.

Mistura de tanta gente,

que deu errado sem perceberem.

Poucos ganham.

O resto, desde antanho,

ficam com o resto, os restos.

Qual a saída?

Eu sei.

Tu sabes.

Eles sabem.

 

Queria estar em New York,

Paris, Las Vegas ou Veneza.

Talvez um apartamento em Paris.

Uma casa na Riviera.

Um cruzeiro nas ilhas gregas.

Cassino em Chipre.

Uma noitada nos Pirineus.

Nem pensar em Rio de Janeiro,

balada na Rocinha, eu não,

deixo isso pro farofeiro.

 

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Paulo C Freire
Escrito por:
Paulo C Freire
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Publicado em 29 de Dezembro de 2019

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