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BRASKEM, GANÂNCIA DO CAPITAL E CONIVÊNCIA DOS GOVERNANTES EM MACEIÓ, DESTROEM COMO O COVID 19


 

A atual Braskem que chegou a Alagoas por volta dos anos 70, indústria que se instalou à beira-mar de Maceió, uma presença tóxica que matou o litoral sul da capital, partindo da Praia da Avenida até o Pontal.

Como se não bastasse, ainda em Maceió, destrói sonhos e projetos de longos anos de mais de 40 mil moradores dos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, onde abriu 35 minas para suas explorações, provocando afundamento da região.

Apesar de estar afastada da luta sindical por problemas de saúde, acompanhar, mesmo que à distância, o afundamento desses bairros, destruindo também a sede do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas - SINTEAL, onde teve início toda a história de organização e luta dos educadores (as) de Alagoas, é como se desse um corte na minha história que é também a história de todo ativista sindical.

A tamanha falta de respeito por toda vida de dedicação à luta, pelo dinheiro do trabalhador da educação investido em cada tijolo, cada pá de areia, cada saco de cimento... para reformas e construção de anexos dessa tão importante sede, que acolhe trabalhadores(as) para momentos de organização da luta políticas, discussões construção de documentos da educação, formação e tantas outras atividades mais, até chegar aos atos públicos com as reivindicações, greves e, inúmeraas conquistas  para a categoria. 

O Sinteal com essas guerreiras e guerreiros em sua direção é sinônimo de resistência, infelizmente, é impossível vencer uma empresa do porte da Braskem, mesmo que destruindo vidas, contando com os governantes, na conivência e omissão.

É dolorosa aquela visão de destruição nos bairros, que viram fantasma. As casas isoladas, a vida social e profissional das pessoas alteradas, interrompidas sem planejamento próprio, pois não é uma mudança qualquer, é uma retirada que desrespeita a história de convivência social e afetiva, o projeto da sua casa com, que muitas levaram anos e anos construindo ao seu gosto, ou de acordo com o poder aquisitivo de cada família.

Esta tristeza que me toma por completo neste momento, não é maior que sentir a presença do coronavírus no mundo e em Alagoas, que vale salientar, a Braskem, que não se preocupou com o maceioense em tempo hábil, também não respeita a quarentena que é a orientação de FICAR EM CASA para não contrair o vírus, nem contagiar outros. Mas, em que casa ficar, se a sua pode afundar a qualquer momento? São obrigados pela Braskem à exposição ao coronavírus para desocupar suas casas.

 Com relação a histórica sede do SINTEAL, a diferença, é que, como conheço a estrutura, a garra, a coragem dos ativistas do SINTEAL, tenho certeza que logo, logo será retomada a bandeira de luta. É apenas uma questão de tempo para reorganização física e emocional.

Avante Sinteal!

Já não posso afirmar o mesmo a respeito dos moradores ou ex moradores dos referidos bairros. Sabe-se, que para uma empresa se reerguer é necessário apenas do dinheiro e "disso" a Braskem dá a sua palavra. Já em se tratando de um indivíduo, depende muito das suas características de personalidade, pois um ser humano emocionalmente "destruído" terá muita dificuldade para se erguer.

É lamentável!

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Ana Gomes
Escrito por:
Ana Gomes
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Publicado em 04 de Abril de 2020

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