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Não estou maluco; não!

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Entao...adoro ver a chuva! Acordei ainda muito cedo e pude contemplar, apesar do barulho que estamos vivendo, a beleza caindo das nuvens. É pena que nem todos tem esse privilégio. Mas fiquei pensando comigo mesmo como esse mundo é pequeno. Minha mente vagou pelas belezas do Criador, desde o nascimento de uma criança, passsando pela beleza dos mares, das flores, das estrelas, do cantar dos pássaros ou o assobio dos ventos. Eu não sei mas há um grande mistério em volta disso tudo que minha mente não consegue alcançar, parece grande demais. O moço de Elias viu do alto uma pequena nuvem do tamanho da mão de um homem. Sabe, as flores sorriem qdo desce as águas, os homens choram qdo lhes são demais. Montes descem, vidas se vão, as águas correm rua a fora, parecem sem fim. É como o choro de uma criança que qdo na falta do peito augusto de sua mãe, parece nunca parar, e desesperado chega ao soluço. O mundo tá quieto, calado, não há som na madrugada molhada. o mundo dorme cheio de incertezas. Ouça, escute, vê se consegue entender o sinal. Vê se entende o que quer ser dito. O vento assobia para um lado, como diz Salomão, volve, revolve, soa prá la, soa prá ca. Chego a pensar que estou maluco. As nuvens estão negras e carregadas. Os montes brilham. A terra molhada sente o aroma das águas. Ah!! É beleza demais!.

Não! Não estou e nem sou maluco. o que vejo, o que ouço, o que sinto é o que muitos gostariam de sentir. Sabe, muitos sofrem, não tem como ouvir. Muitos sofrem, não tem como ver e outros nao tem como sentir. Eles até gostariam mas não tem como; são secos, sem sentimentos, sem vida; não sabem valorizar o melhor da vida, estão cegos e não enxergam sua beleza. O seu prazer é o bem material, é a riqueza, é o status, a posicão social; é ter fama. Para eles o ter é melhor do que ser, por isso não veêm, nem ouvem, muito menos sentem. Não dão espaco para que a Vida lhes seja manifesta. É...é isso! Não sou maluco. Eles é que são. Desprezam, maltratam, coroam com espinhos, dão o fél ao invés de água, deitam-lhes sobre o madeiro, marretam, crucificam, viram as costas. Fizeram isso no passado e... São incapazes de reconhecer quão preciosa é a vida. Quão belo!

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Iraldir Fagundes ESCRITO POR Iraldir Fagundes Escritor
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