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O Martelo do Ferreiro

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Apesar de todo pânico, de toda incerteza; apesar da quarentena e das notícias únicas nos telejornais. Ah...sei lá! A coisa tá dificil mesmo. Dias estranhos, calado, sem vida, tudo fechado; ai... parece fim do mundo. Falta-nos até palavras. Melhor nos rendermos à situação até que apareça um solo firme - parece que estamos por sobre as águas do mar, sendo levados para um e outro lado kkkkk - enfim, para continuarmos a caminhada. Mas enfim, mesmo com tudo isso nos ares e até a chuvarada constante dessa madrugada, estamos vivos e digo: graças a Deus. Porque vou te contar viu? Como disse o saudoso Alexandre Garcia, "a coisa tá feia". Deus tá mostrando desde o final do ano passado e inicio desse ano que não existe diferença entre ninguém; todos são iguais. A chuva e enchentes ele permitiu no final do ano passado tanto para o pobre como para o rico; a doença ou epidemia tanto para o pobre como para o rico; somos todos IGUAIS braços dados ou não, nas escolas, nas ruas, campos, construções, caminhando e cantando e seguindo a canção (aprenda com Deus). Bom! Acordei, levantei, e como de costume e muito mais agora, me higienizei, tomei o café com pão e manteiga, não sou muito chegado ao leite (1° milagre do dia, o padeiro passou, Glória a Deus, não precisa sair pra comprar), sentei pra ver o jornal. Pensei: sei lá! Pode ser que alguma coisa tenha mudado. Nada! Tudo mesma coisa. Enfim, meio que incomodado, peguei o instagram e lembrei de um poema do saudoso Manuel Bandeira (in Lira do cinquentenário, 1940) que diz:

As rodas rangem na curva dos trilhos inexoravelmente. Mas eu salvei do meu naufrágio Os elementos mais cotidianos. O meu quarto resume o passado em todas as casas que habitei. Dentro da noite No cerne duro da cidade Me sinto protegido. Do jardim do convento Vem o pio da coruja. Doce como arrulho de pomba. Sei que amanhã quando acordar Ouvirei o "martelo do Ferreiro" bater corajoso o seu CANTICO DE CERTEZAS.

Éh! Quarentena para todos e todos confiantes em Deus que essa nuvem negra e carregada vai passar. Questão de paciência e fé.

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Iraldir Fagundes ESCRITO POR Iraldir Fagundes Escritor
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