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Velho Mário

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Meu velho Mário,

Meu caro amigo, amigo caro que tem valor; o seu valor excede o de muitas pedras. Mas é bom te falar. Estou te escrevendo com a cara no chão. É bem verdade que existe uma incerteza constante no ar. Não estamos entendendo nada, aliás, vivemos confusos, nada entendemos. Parece voltarmos à criança, adolescência, tamanha dificuldade de entendermos. É pandemia, é branco no negro, é pés descalços, barracos caindo, crianças chorando, mães abandonando...

E você o que diz meu caro Mário? Lembra quando eramos livres? Vivemos num calabouço e ainda por cima amordaçados. Colocaram uma mordaça em nós. As coisas mudaram tantas! Deveras não estamos entendendo nada. Meu velho, e você? Como está? Tem tomado seu Glifage? Cuidado com a diabete viu? Tomou a vacina? Nada né?

Estamos em 2020 e parece ser 2050 rsrsrs. Me lembro quando éramos felizes; não havia epidemias, racismo, diferenças, eramos iguais, todos iguais. Iamos e viamos sem sofrer violência. Andávamos a noite olhando para o céu. Acompanhavamos as plantas no pomar, o chuchú, o boldo, a panacéia, ; os peixes nas águas do riacho, os bem-ti-vi's no abacateiro. O mamão de cordas crescia! Andávamos de bicicletas. Éramos felizes e não sabíamos. Éh as coisas mudaram, e pra pior. Meu caro e velho amigo, tenha paz e cuide de sua saúde, não esqueça de maneirar no açúcar, o sal? - só uma pitada, pequena, isso é importante.

Abraços

As coisas mudaram meu caro.

Literatura é assim,

Vem no coração e põe-se no papel.

Ler e escrever é bom e faz bem.

A poesia tá na alma do poeta e o escritor vive as letras.

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Iraldir Fagundes ESCRITO POR Iraldir Fagundes Escritor
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