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Por um triz

Por um triz? Ou por um giz?

Por um triz? - ou por um giz!?
Tenho culpa de ser quem sou? Como sou? E porque sou?
De saber o que sei?
De entender o que entendo, e como entendo?
Tenho culpa de ser quem sou?
De adorar como adoro?
De orar como oro?
De amar como amo?
Somos homens conhecedores, e desconhecedores de nós mesmos. É como disse o poeta: "cada qual é distante de si mesmo". As vezes conhecemos muito, mas nos desconhecemos. Amamos muito, mas pouco somos amados. Falamos muito, mas pouco somos ouvidos. Escrevemos, lemos, palestramos, pregamos, vivemos, mas não somos compreendidos. É culpa minha? Sua? - não! somos apenas o que somos, e quem somos. É assim, a vida muitas vezes não a compreendemos, mas vivemos e,
τελειωμένο είναι [teleioméno eínai] feito está.
"Oh felizes homens que somos, desde que saibamos ficar calados".

Não leia letras, leia sentidos. Por um giz; escreveu, apagou! - ninguém se lembra!

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Iraldir Fagundes ESCRITO POR Iraldir Fagundes Escritor
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