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ROSA GENTIO DA COSTA É A MAIOR REPRESENTANTE DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS DENTRO DO CONTEXTO HISTÓRICO E CULTURAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

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Rosa Gentio da Costa foi uma das pioneiras na Revolução Pernambucana, em 1817. Ela nasceu no município de São Miguel dos Campos, estado de Alagoas, nas terras marginais do engenho do Coité, em 1799.
Infelizmente, não há registro de quem era o proprietário do engenho do Coité, antes de pertencer ao Coronel Marcos Antônio José da Rocha e Silva.
Conforme o desenrolar da história, chequei a conclusão que o engenho pertencia a família dos Rochas. Provavelmente a Francisco Frederico Vieira da Rocha, filho de Ana Lins. Acredito que foi daí, que surgiu a caminhada heróica de Rosa Gentio da Costa.
Rosa Gentio da Costa era de origem da nação "Uçá", altura média, corpo bastante musculoso e dentes perfeitos. Apesar de ser escrava, Rosa Gentio da Costa era uma pessoa bem popular e bem carismática. O dono do engenho tinha um grande apreço pela sua pessoa.
Desde à adolescência, que ela frequentava o engenho Sinimbu, pois o mesmo ficava próximo ao seu engenho de origem. Rosa Gentio da Costa fez uma grande amizade com Ana Lins e seu filho João Lins, que na época da revolução tinha apenas sete anos de idade.
Quando Ana Lins aderiu a revolução, juntamente com seu marido Manuel Vieira Dantas e seus filhos, Francisco Frederico Vieira da Rocha e Manuel Duarte Ferreira Ferro. Ana Lins ofereceu aos escravos, carta de alforria para àqueles que lutassem à favor da revolução.
Rosa Gentio da Costa tinha o mesmo pensamento da "Dama de Ferro". Ambas queriam ver a separação de Alagoas de Pernambuco e do Brasil de Portugal. Foi através desse idealismo, que Rosa Gentio da Costa pediu a ao seu dono para ajudar Ana Lins, pois a mesma tinha também um grande desejo de libertar o seu povo.
Ao completar dezoito anos de idade, ela cortou o cabelo no estilo militar, vestiu-se de homem e alistou-se na Guarda Nacional para lutar a favor dos portugueses contra os senhores de engenhos, mas no decorrer da revolução, os soldados descobriram que Rosa Gentio da Costa não era um homem e sim uma mulher, uma espiã que passava todos as informações internas para o seu dono. Por caso desse motivo, Rosa Gentio da Costa foi levada para o regime de castigo, acompanhada de uma grande multidão. Rosa Gentio da Costa foi amarrada em um tronco e lhe deram várias chibatadas, em seguida eles pegaram uma navalha afiada e o retalhararam todo seu corpo e depois jogaram sal no seus ferimentos, a fim de descobrir o nome do seu dono e do engenho em que morava.
De acordo com a historiografia de Alagoas, Rosa Gentio da Costa permaneceu no cárcere de carne rasgada por ferro em brasa, e sob suplício de sede e de fome. A grande guerreira alagoana, resistiu toda as torturas designadas pela coroa portuguesa, até quando deu seu último suspiro de vida. Rosa Gentio da Costa morreu como uma heroína, por não ter falado o nome do seu dono e nem do engenho em que vivia. Na verdade, Rosa Gentio da Costa era uma informante, que ouvia e passava as informações para o seu dono.
Seu nome está presente nos arquivos e nos livros da história de Alagoas. Rosa Gentio da Costa é considerada à Heroína Negra de Alagoas. A Maria Quitéria das terras dos Caetés.

(Texto Escrito Por Ernande Bezerra de Moura)

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Ernande Bezerra ESCRITO POR Ernande Bezerra Escritor
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