15º Encontro dos Escritores Alagoanos

26 de julho de 2026  •  Pilar – Alagoas

Um dia para celebrar a literatura, os talentos e a cultura alagoana.

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Resultado do Concurso Cultural 2025
Categoria Estudantes (rede pública ou privada)

1 º
Colocação: 1º Nota: 53.5 de 60
Maria Vitória Barbosa da Silva
Arapiraca - AL
Inscrição: 7ff7c4
Nossa senhora de Lourdes

**Meu chão tem memória: entre o ontem e o agora, Alagoas vive em mim**

 

Nasci em Arapiraca, terra de sol e calor,  

Onde o passado e o presente se abraçam com amor.  

Meu chão guarda histórias que não vão se apagar,  

Entre o ontem e o agora, Alagoas vive a pulsar.

 

No ritmo do Pastoril, dança a minha família,  

Tradição que atravessa tempo e brilha.  

As festas de São João iluminam o céu,  

E fazem meu coração bater com mais véu.

 

As praias são espelhos onde sonho navegar,  

O cheiro da tapioca me convida a voltar.  

A peixada na mesa é sabor e raiz,  

Que revela no povo a sua verdadeira matriz.

 

A hospitalidade é abraço que vem do coração,  

Um povo que recebe com amor e paixão.  

As paisagens naturais me fazem refletir,  

Na força da cultura encontro meu porvir.

 

Meu chão tem memória que insiste em cantar,  

Entre o ontem e o agora, Alagoas vive em mim a brilhar.

2 º
Colocação: 2º Nota: 53.3 de 60
Matheus santos souza
Pilar - AL
Inscrição: 6d070f
Escola Estadual Professor Arthur Ramos

Meu chão tem memória de barro batido,

passos pequenos em ruas sem nome.

A voz da minha avó, no vento escondida,

ensinou que raiz não se poda nem some.

 

Cresci com cheiro de cuscuz na manhã,

ouvindo Djavan no rádio da sala.

Na panela, feijão de corda fervia,

e a vida corria no riso da fala.

 

Carrego no peito histórias antigas,

Zumbi dos Palmares em cada lição.

Meu vô me contava, com olhos firmes,

que a liberdade se planta com a mão.

 

Do Mercado do Artesanato ao Jacarecica,

cada canto tem cor, história e som.

No São João, o forró vira língua bendita,

e o povo dança com o coração.

 

Vi o bumba meu boi no Pontal da Barra,

e as rendeiras bordando o tempo no ar.

O mar de Pajuçara me ensinou calma,

o sertão me deu força pra continuar.

 

Nasci em Alagoas, cresci nesse chão,

sou adulto e ainda moro aqui.

Não falo do meu lugar por saudade,

falo porque ele vive em mim.

 

Escrevo com tinta da memória viva,

entre o ontem que pulsa e o agora que vem.

Alagoas não cabe só no mapa,

ela pulsa em mim, me faz ser quem sou também.

 

3 º
Colocação: 3º Nota: 52.2 de 60
Maria Eduarda de Oliveira Costa
Arapiraca - AL
Inscrição: ff7427
Nossa senhora de Lourdes

Meu chão tem cheiro de rio,

tem vento salgado do mar,

tem palma acenando em festa

quando o sol vem repousar.

Tem passo firme no barro,

voz de avó em oração,

tem o ontem bordado em renda

nas curvas do meu sertão.

A infância mora em Penedo,

nas ladeiras de saber,

e a fé de Marechal Deodoro

me ensinou a não ceder.

Em cada canto da história,

sopra um canto de raiz,

de Palmares a Porto Real,

do canavial ao país.

Vi crescer entre mangues e pedras

a força do povo daqui,

nas mãos de quem planta esperança

sem nunca deixar de sorrir.

Sou filho de chão vermelho,

de jangada, de maracatu,

do doce de coco, da luta,

do sonho que nunca caiu.

Entre o ontem e o agora,

há um tempo que nunca partiu:

é memória que pisa comigo,

é Alagoas que não se dilui.

Vive em mim feito bênção antiga,

feito sol nas águas do fim —

sou mais que corpo e destino,

sou terra, sou canto, sou sim.

4 º
Colocação: 4º Nota: 51.4 de 60
José Costa
Pilar - AL
Inscrição: 790771
Escola Municipal Nossa Senhora do Pilar

TERRA SAUDOSA

 

MINHA TERRA TEM MEMÓRIA 

SOU DE UMA TERRA DE GLÓRIA

ONDE ENTOA MUITA HISTÓRIA

ENTRE O ANTES E O AGORA

TERRA BOAS SEM FIM

ONDE ALAGOAS VIVE EM MIM

 

MINHA TERRA TEM MEMÓRIA

DE GRANDES NOMES DA HISTÓRIA

COMO NILO RAMOS E ARTHUR RAMOS

E OUTROS QUE NÃO LEMBRO AGORA

ENTRE O ANTES E O AGORA

TODO COMEÇO TEM FIM

ALAGOAS VIVE EM MIM

 

MINHA TERRA TEM MEMÓRIA 

DE NOMES HONRAS E GLÓRIAS

ENTRE O ANTES E O AGORA

SEMPRE TIVEMOSD VITÓRIA

A VIDA É SEMPRE ASSIM

ALAGOAS VIVE EM MIM

 

O DIA COMEÇA CEDO

E PASSA DE HORA EM HORA

MINHA TERRA TEM MEMÓRIA 

ENTRE O ANTES E O AGORA

E NÃO VENHA TIM TIM TIM

PORQUE ALAGOAS VIVE EM MIM

 

AQUI TERMINO O MEU POEMA

NARRANDO ASSIM A MIHA HISTÓRIA

MINHA TERRA TEM MEMÓRIA 

ENTRE O ANTES E O AGORA

MINHA VIDA É UMA LENDA SEM FIM

ONDE ALAGOAS VIVE EM MIM

5 º
Colocação: 5º Nota: 51 de 60
Crismênia Farias da Costa
Arapiraca - AL
Inscrição: 802b51
Nossa senhora de Lourdes

 

 

Meu Chão Tem Memória 

 

Lá, onde o solo ferve em brasa e resiliência,

há algo mais que panorama — há exposição.

A temperatura alta não incendeia: cicatriza.

É abrasamento antigo, uma capital viva.

 

Alagoas não se esclarece — sente-se.

É reminiscência, que se situa no tegumento do povaréu.

É lamentação escoando do estágio, virando caudal, pélago, frescor.

 

Esteve lá a pequenez que se fez moradia e,

sem embargo, ao partir, a essência permaneceu — serenidade.

Ambicionando a resplandecência de conturbar

e reencontrar o que, em tempo algum, cedeu de afeiçoar.

 

É território com pugna e união:

o Mocambo dos Palmares palpitando em cada coração.

Zumbi não desencarnou — ele persiste na estrutura física

de qualquer indivíduo desprendido e melancólico,

que ainda deseja igualdade, com o sangue quente

da expectativa à vista.

 

E há quem assovia com os lábios salgados da ventania,

como Djavan, que do barro fez afinação,

do horizonte, fez grão, e da afeição,

a imortalidade fluida do mar.

 

Impossível dizer o que seria Alagoas,

porque Alagoas não é dita — é sentida,

como o silêncio que antecede o pranto,

como a insuficiência de ser um fardo.

 

É o Caribe brasileiro aos olhos de quem aprecia,

de quem se reencontra,

de quem vê com o coração incendiado pela luminosidade.

6 º
Colocação: 6º Nota: 49.5 de 60
Marcela Nogueira Leonardo
Igaci - AL
Inscrição: 7feadd
Escola municipal Antônio Caetano de Souza

Meu chão tem memória

Entre o ontem e o agora, Alagoas vive em mim

 

Meu chão tem voz de saudade,

de cana, de mar e sertão,

onde o tempo guarda a verdade

cravada no coração.

 

Entre o ontem e o agora,

há cantigas no vento a soprar,

das rendeiras, dos jangadeiros,

dos segredos do beirar-mar.

 

Alagoas, raiz que me chama,

teu verde me veste de fé.

Sou memória que nunca se apaga,

sou teu filho, teu chão, teu axé.

 

Tuas águas correm nas veias

dos sonhos que um dia plantei,

e em cada passo da vida,

é contigo que sempre estarei.

7 º
Colocação: 7º Nota: 49.5 de 60
JOSEFA DICEIA BERNADINO OLIVEIRA
Pilar - AL
Inscrição: 800333
ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA LOURINETE BARBOSA PEREIRA

MEU CHÃO TEM MEMÓRIA: ENTRE O ONTEM E O AGORA, ALAGOAS VIVE EM MIM.

 

 A TERRA QUE NOS GUARDA, NOS NUTRE E NOS RENOVA.

 QUANTO MAIS O TEMPO PASSA, ALAGOAS VIVE EM MIM.

 NÃO LEMBRAMOS POR LEMBRAR, DESSE CHÃO BATIDO.

 CHÃO CHEIO DE VÍNCULOS, QUE O TEMPO NÃO DESFAZ.

 AQUI ESCREVEMOS HISTÓRIAS DO INVERNO AO VERÃO.

 NOS ENCHEMOS DE ORGULHO, SEU GRANDE LEGADO.

 

 VIVEMOS INTERLIGADOS AS SUAS GRANDES BELEZAS.

 O ONTEM, O HOJE E O AGORA, SE ETERNIZAM NO AMANHÃ.

 NA PLENITUDE DA VIDA, VIVEMOS À VIDA SEM PRESSA.

 MEU CHÃO TEM MEMÓRIA, ONDE FINQUEI RAIZ.

 DURMO E ACORDO, PENSANDO NO SEU LINDO AMANHECER.

 ONDE NASCI,CORRI E CRESCI  CONQUISTANDO UM ESPAÇO.

 

 SENTIR A BRISA DAS MANHÃS ME REMETE AO PASSADO.

 O CHEIRO DA MARESIA E O CANTO DOS PASSARINHOS.

 OUVIR O GRITO DAS CRIANÇAS, NOS CAUSA NOSTALGIA.

 ME BANHAR EM SUAS ÁGUAS, MORNAS E CRISTALINAS.

 NOS CONECTA A UM LUGAR, CHEIO DE AMOR E PAZ.

 ALAGOAS VIVE EM MIM, EM CADA BATIDA DO PEITO.

 

 NÃO HÁ DÚVIDAS QUE ALAGOAS, NOS ENCHE DE EMOÇÃO.

 COM SEUS FOLGUEDOS, GUERREIROS E ESCRITORES.

 SE APRESENTANDO, DO LITORAL AO GRANDE SERTÃO.

 MEU CHÃO TEM MEMÓRIA, ONDE A VIDA SE RENOVA.

 NO SOTAQUE QUE ACOLHE, A TERRA GUARDA SEGREDOS.

 DEIXO AQUI O MEU APREÇO, ADMIRAÇÃO E LEGADO.

 

 A SAUDADE SE DISFARÇA, EM UMA DOCE MELODIA.

 CADA LUGAR QUE O PÉ SE AVENTURA, DEIXA UMA MARCA.

 SE TRANSFORMA EM HISTÓRIAS MARCADAS E VIVIDA

 A ALMA ENCONTRA PAZ, E A VIDA É MAIS FLORIDA.

 O CHEIRO DO CAFÉ, E DA CHUVA NO CHÃO SAGRADO.

 O BARULHO DO MAR, QUE ACALMA E NOS INSPIRA.

 A FORÇA, E O PENSAMENTO DE FINCAR RAÍZES PERDURA

 

 OLHANDO PARA O HORIZONTE, NOS CONECTAMOS.

 ALAGOAS VIVE EM MIM, ME CAUSANDO FANTASIA.

 UM AMOR QUE TRANSCEDE, NO SEU LINDO AMANHECER.

 UM REFÚGIO DE AFETO, CAUSANDO NOSTALGIA.

 UM LEGADO DE VIDA, GUARDADO NA MEMÓRIA.

 ALAGOAS VIVE EM MIM, MARCANDO HISTÓRIA.

 

 

 

8 º
Colocação: 8º Nota: 49.5 de 60
Maria Vitória Souza Ferreira
Arapiraca - AL
Inscrição: 8029d0
Nossa senhora de Lourdes

Meu chão tem memória: entre o ontem e o agora, Alagoas vive em mim

Meu chão tem poeira vermelha no pé,

tem sanfona chorando nos dias de fé.

Tem reza forte na beira da mata,

e promessa paga com fitinha na batata.

Tem fogueira no São João,

tem milho assado e baião no salão.

Tem rendeira no bico do pano,

fiando lembrança no tear alagoano.

Tem feira lotada de cheiro e cor,

tem cordel pendurado falando de amor.

Tem aboio no campo e xaxado no chão,

tem chapéu de couro e coragem na mão.

Tem carro de boi, cantoria e repente,

tem coco de roda animando a gente.

Tem fé em padroeiro, novena e oração,

e água benta espantando assombração.

Alagoas vive no grito do matuto,

na garra do povo que nunca dá o luto.

É raiz que se agarra na palma do chão,

é memória que pulsa no meu coração.

 

9 º
Colocação: 9º Nota: 49.3 de 60
JOSIVAL DOS SANTOS
Pilar - AL
Inscrição: 2afb5e
ESCOLA NOSSA SENHORA DO PILAR

No meu chão tem memória,
que vive na gente até agora.
O que eu vou lhes contar
se passou lá em Pilar.

Era um bode sabido demais,
andava solto, em plena paz.
Conhecia rua e morador,
era respeitado com muito amor.

Tinha foto com o povo sorrindo,
dava carreira, mas ia fugindo.
Ganhou fama de vereador,
sem ser gente, virou doutor.

Dizem que foi morto por inveja,
porque espalhava muita alegria.
Até hoje ninguém esquece
o bode com alma e sabedoria.

Pilar canta essa lembrança viva,
entre o ontem e o que se cultiva.
No meu chão, a história respira
com um bode que ainda inspira.

10 º
Colocação: 10º Nota: 49 de 60
José Allan Pereira da Silva
Igaci - AL
Inscrição: 7ff697
Municipal Antônio Caetano de Souza

Minha terra tem voz,sussurro antigo,nas palmas do coqueiro,um sol amigo.

Alagoas em mim,de areia e mar,entre o que fui e o que hei de amar.

Do rio que serpenteia,doce e lento

Ao cheiro da cama,em todo o vento.

Onde o verde abraça o azul profundo,meu chão tem memórias de todo um mundo.

Nos versos de Graciliano,a vida nua,na dança do coco,a luz que flutua.

Das festas de reis,cores é canções,ecoam no peito,fortes emoções.

Entre ruínas e sobrados,a história que aflora,de um povo valente que a vida adora.

No riso das crianças,no canto do sabiá, Alagoas vive em mim, e sempre viverá.

Do mangue que guarda segredos ancestrais, Às falésias vermelhas,tantos sinais.

Meu chão,meu abrigo,meu porto seguro,Alagoas passado e futuro.

Resultado do Concurso

Foram ao todo 68 textos inscritos no Concurso Cultural de 2025, desses, apenas os 10 escolhidos são divulgados. O resultado é a soma dos votos dos jurados, notas de 0 a 10. Nota máxima 60. A votação é feita pelo número com o texto, sem identificação do Autor. Os jurados só sabem o ganhador quando o resultado é divulgado para todos no portal. Não foi feita edições nos textos.

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