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À Sombra Da Morte

 

 

Sentado à sombra dessa árvore

Sentindo à face o vento frio

E as folhas secas ao corpo úmido

O som do vento e o meu assovio.

 

À minha mente uma canção é triste

O corpo trêmulo – lembrança vaga

Papéis amassados – rascunho vil

E essa sombra que não se apaga.

 

Uma folha verde pego e leio

O teu nome encontra-se ali

Uma página branca pego e rasgo

Um poema surgiria pra ti.

 

As folhas secas caem e logo partem

As folhas verdes extraio e amasso

A página branca amasso em branco

E o corpo trêmulo nesse espaço.

 

Espaço minúsculo para uma enorme solidão

Presença apenas do vento na face

Espaço longo para sonhar com um “não”

Presença apenas do poema que nasce.

 


www.majal-san.blogspot.com


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Majal-San
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Majal-San
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Publicado em 03 de Outubro de 2012

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