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Do Arquiteto Ao Arquiteto

Niemeyer

 

“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez,

e vos levarei para mim mesmo, para que onde

eu estiver estejais vós também.”

João 14:3

 

Eu te chamei Niemeyer

Porque “não é a linha reta, dura, inflexível

Criada pelo homem”

Que te atrai

Mas as linhas sinuosas

“Dos rios, das nuvens no céu, da mulher”

As linhas preferidas do meu Pai

As linhas que desafiam o impossível.

 

Eu te chamei Niemeyer

Porque também acredito

Que a imaginação não é inimiga da razão

Por isso é bendito

O que faz com coração.

 

Vem Niemeyer

Que o céu veste-se de um sorriso

E te espera com prancheta, compasso, grafite

Para reorganizar o paraíso

E reinventar o que lá já existe.

 

Vem Niemeyer

Cheio de desconfiança

Meu menino de 104 anos...

Que eu também sou arquiteto.

Vem para mim, minha criança

Pois estavas sempre no concreto

Dos meus etenos planos.

 

Vem Niemeyer

Que eu quero dar a eternidade

Um ar de modernidade.

 

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Comentários

ronperlim
ronperlim 11 de Dezembro de 2012 às 22:40

A homenagem de Emanuel nos faz retomar os traços biográficos desse grande brasileiro. Parabéns, pois, a energia cerebral para este poema valeu a pena.

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Emanuel Galvão
Escrito por:
Emanuel Galvão
Escritor

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Publicado em 07 de Dezembro de 2012

Atualizado em 02 de Julho de 2014

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Categoria Poesias


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