Portal Escritores

LENDA OCORRIDA NA CIDADE DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS - AL - A LENDA DO MENINO DO CAJU

 

Este fato aconteceu na divisa entre o Sítio do Sr. Fausto Firão e do Sítio Bacalhau ou Sítio Boa Esperança de propriedade do Sr. José Calazans de Medeiros, Ex. Prefeito Intendente da cidade de São Miguel dos Campos – AL.

O Riacho do Pitu era o principal ponto da divisa dos sítios, onde na sua proximidade foram construídos dois banheiros, um masculino e outro feminino, além de uma lavanderia para suprir as necessidades da comunidade local.

 Em cada banheiro foi instalado uma vala com uma bica para receber as águas, oriundas de uma nascente existente no meio da mata, num lugar denominado de Morro do Coringa.

Os sítios eram enfestados de diversos pés de frutas, mas, o fruto que mais chamava atenção era o pé de caju, pelo fato dele servir de tiragosto para aqueles que frequentavam o famigerado cabaré.

Um certo dia, um homem que estava bebendo em umas das mesas de um quiosque, chamou um determinado menino que ia  passando nas imediações do quiosque e oferecer-lhe uma determinada quantia em dinheiro para que ele fosse até o sítio tirar alguns cajus para ele.

Era exatamente, seis hora da noite, quando o menino pulou o cerca do Sítio Bacalhau e correu em direção do pé de caju para tirar os frutos. Por coincidência do destino naquela hora ia passando o vigia do sítio com sua espigada soca tempeiro e atirou no menino, o tiro pegou no peito esquerdo da criança, que caiu no chão, quase sem vida.

O vigia quando viu o menino baleado, tomou destino iguinorado. Foi quando um grupo de  pessoas pegaram a criança e levaram até o hospital José Inácio (Santa Casa de Misericórdia), mas infelizmente, o menino não suportou o ferimento e faleceu. No outro dia, a família fez o sepultamento da criança, no cemitério local, acompanhado por uma grande multidão.

depois do caso acontecido, o dono do sítio levou o vigia até a delegacia para dar seu depoimento e ele confessou o crime para o delegado. O mesmo ficou preso por pouco tempo e anos depois, veio a falecer.

O dono do sítio ergueu uma santa cruz de madeira e construiu uma pequenina capela, próximo ao portão de entrada do  sítio, em homenagem ao menino. 

Muita gente dessa comunidade e de outras ruas adjacentes, vinham fazer promessas em louvor a criança, oferecendo-lhe, fitas e velas acesas.

Até pouco tempo, algumas pessoas que íam tomar banho na bica do pitu, avistavam a imagem do menino junto a capelinha, vestido com roupa branca, chorando e com as mãos cheias de cajus.

Outros, em vez do menino, esbarravam-se com a figura de um velho, provavelmente o vigia, de joelhos, arrependido, chorando, pedido perdão a Deus e a criança, pelo bárbaro crime que cometeu.

( Texto escrito por Ernande Bezerra de Moura )

Comentários

Deixe seu comentário

Para enviar um comentário você precisa estar logado: login
Ernande Bezerra
Escrito por:
Ernande Bezerra
Escritor

Visão Geral do texto

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Publicado em 02 de Janeiro de 2020

Atualizado há 7 dias

Já foi visto 230 vezes

Favorito de 0 leitor

Categoria Contos


230
Leram
0
Vão ler

Tags