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MANHÃ CHUVOSA

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Hoje aqui no meu sertão
Eu acordei encantado,
Ouvindo a chuva gostosa
Cantando no meu telhado,
Escutando os passarinhos
Com seus cantos bonitinhos
No aceiro do roçado.

Vi mãe fazendo o café
Encostada no fogão,
Meu pai batendo a enxada
Para ir plantar feijão,
Vi com os pés cheios de barro
Vovô fumando um cigarro
Encostado num pilão.

Vi um cachorro encolhido
Lá no canto da parede,
O meu irmão mais miúdo
Deitado na sua rede,
Na terra a chuva caindo
E o chão seco engolindo
Matando a sua sede.

As portas do céu se abriram
Pra nossa felicidade
E caiu em nosso chão
Chuva com intensidade,
Caindo no chão, ligeira,
Apagando a poeira,
Trazendo fertilidade.

Mae gritou: "Deus mande chuva!
Só Deus sabe resolver!"
Meu pai disse: "Oh meu Deus
Mande chuva com prazer!"
Naquela manhã singela
No batente da janela
Eu vi a chuva chover.

A enxurrada desceu
Sobre o nosso terreiro.
A planta que estava seca
Abriu a boca ligeiro.
O céu chorava pras rosas,
Suas lágrimas chorosas
Saciavam o barreiro.

A biqueira da tapera
Chorou de tanta emoção.
Nesta manhã tão chuvosa
Foi grande a satisfação
De uma família da roça
Na sua tapera grossa
Vendo chuva em seu sertão.

Fazia já um bom tempo
Que por aqui não chovia.
Hoje nós nos alegremos
Vendo a chuva que caía.
Chuva sempre traz fartura,
Leva embora a amargura
E aumenta nossa alegria.

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Sítio Ilha Grande
Santana do Mundaú – AL
30 de janeiro de 2017
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Cícero Manoel ESCRITO POR Cícero Manoel Escritor
Santana do Mundaú - AL

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